Itacoá como Nazaré

O presidente da Niterói Empresa de Lazer e Turismo (Neltur), Paulo Novaes, conversou com A TRIBUNA sobre o turismo na cidade, com ele é explorado e os planos para o futuro que incluem parcerias com outros governos, por exemplo. Novaes também falou sobre o ecoturismo e o selo Bandeira Azul que a Praia do Sossego, na Região Oceânica, ganhou.

Paulo Novaes conversa sobre os projetos da Neltur para valorizar o turismo na cidade – Foto: Raquel Morais

AT – Quantos turistas vieram a Niterói no carnaval 2022?

Paulo Novaes – Tivemos no Caminho Niemeyer cerca de 45 mil pessoas nos três dias. As pousadas e os hotéis ficaram em média com 70% de ocupação.

AT – Quais são os pontos turísticos mais procurados na cidade?

Paulo Novaes – Usamos nossos equipamentos culturais e nossas redes, além de contatos com outros governos para parcerias como o Rio de Janeiro e até mesmo no exterior, em Portugal.

O Museu de Arte Contemporânea, ou somente MAC, é o ponto mais visitado da cidade. Ele pode ser visto do Rio de Janeiro, assim como nós de Niterói avistamos o Cristo Redentor. O MAC é conhecido mundialmente, projetado por Oscar Niemeyer, estrategicamente posicionado na cidade e ponto turístico até para quem é de Niterói.

Além do MAC temos as edificações dos fortes e as praias da cidade. As praias são consideradas pontos turísticos, como por exemplo, a do Sossego, na Região Oceânica, que ganhou obras de acessibilidade e ganhou até o selo Bandeira Azul, credenciado pelas Organizações das Nações Unidas (ONU) e (Unesco).

Praia do Sossego tem selo Bandeira Azul – Foto: Arquivo

AT – Como é o trabalho de turismo receptivo da Neltur?

Paulo Novaes – Contamos com cinco Centros de Atendimento ao Turista (CAT) e ainda estamos com previsão de inaugurar o CAT na Boa Viagem, mas acredito que só será inaugurado após a restauração da Ilha da Boa Viagem.

Os estagiários de turismo, que falam três idiomas [português, inglês e espanhol] ajudam nos turistas com informações, mapas, sugestões de lugares para visitar e hotéis para hospedagem. Além disso essa rede credenciada de hotéis e pousadas tem um certificado que a gente emite. Realizamos vistorias periódicas nesses estabelecimentos.

AT – Sabemos que muitos têm preço igual ou até superior a hotéis de duas e três estrelas em Copacabana, Glória e arredores. O que o senhor achar dos preços cobrados pelos hotéis de Niterói? O que faz o turista decidir pagar o mesmo valor em Niterói do que o Rio de Janeiro?

Paulo Novaes – Niterói tem 2.064 leitos de hotéis, 833 quartos, nove hotéis e cerca de 20 pousadas que são cadastradas no cadastro de prestadores do turismo. E a cidade de Niterói é mais conhecida para uma hotelaria de negócios do que de turismo.

Os hotéis da cidade não têm tarifas altíssimas, mas o turista que vai conhecer o Rio de Janeiro, dificilmente vai ficar hospedado em Niterói. Esse turista se hospeda no Rio de Janeiro, perto dos pontos que ele quer visitar, e faz essa visita de turismo em Niterói em um dia e volta para o Rio. Já o turista que fica em Niterói é voltado para a área de negócios e trabalho.

AT – Com relação ao ecoturismo, que mais do que moda é uma nova cultura planetária, o que Niterói oferece aos turistas com segurança? A Neltur mantém contato com as autoridades de segurança para quem faz o caminho de Darwin, a partir do Engenho do Mato até Maricá, que é rota da narcomilícia?

Paulo Novaes – A cidade de Niterói tem muitos atrativos dentro desse contexto. Temos um circuito de trilhas que é muito conhecido e explorado na cidade. Também fazemos um trabalho constante de manutenção das trilhas, identificação, placas e sinalizações.

Também temos as informações pertinentes de cada trilha, até mesmo em uma cartilha, e é claro que a pessoa que faz uma trilha deve ter o conhecimento mínimo para essa prática. Não conseguimos ter segurança em todas as trilhas por todo percurso, então a pessoa tem que saber da trilha, suas características e o local que ela se encontra.

MAC é o ponto turístico mais visitado da cidade de Niterói – Foto: Divulgação

AT – Quais são os planos da Neltur para 2022?

Paulo Novaes – Estamos com vários planos para os próximos anos. Estamos em negociação com o Rio de Janeiro para conseguirmos emplacar o CAT Móvel (Centro de Atendimento ao Turista) em alguns pontos emblemáticos no Rio de Janeiro, como o Cristo Redentor por exemplo. A ideia é trazer o turista do Rio para a cidade de Niterói, facilitando esse acesso com vans. Isso é algo que queremos implementar.

Além disso vamos inaugurar o CAT na Boa Viagem. Também estamos em conversa com os governantes da cidade de Nazaré, em Portugal, para uma parceria para os sufistas. A Praia de Itacoatiara, na Região Oceânica, participa do campeonato Itacoatiara Big Wave e a ideia é acolher os surfistas da Europa que vierem para cá e vice-versa. Ainda temos que bater algumas metas.

AT – Quais são essas metas?

Paulo Novaes – As metas pactuadas foram de realizar o primeiro Festival de Turismo e Gastronomia de Niterói, criar o Canal de Atendimento Digital ao Turista em três idiomas, realizando 200 atendimentos até o fim do ano e validar o plano de marketing para transformar Niterói na Cidade do Ecoturismo. Além disso outra meta é implantar o pregão eletrônico na Neltur, com a realização de pelo menos uma licitação nesta modalidade.

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