Intervenção Urbana de Grafite em Escola Pública de Niterói

No último fim de semana, a produtora niteroiense Dom Cultural promoveu uma intervenção artística no Colégio Estadual Leopoldo Fróes, no Largo da Batalha. A dinâmica contou com nove grafiteiros de diferentes partes do Rio de Janeiro que vieram até a cidade Sorriso grafitar o muro de entrada da escola.

Segundo Arthur Ribeiro, diretor da Dom Cultural, o motivo da parceria com a instituição de ensino foi sociocultural. “Essa manifestação artística urbana é para incentivar os alunos a vivenciar e a praticar a arte, independente de segmento. Mostrando que educação e cultura andam lado a lado, e que são pontos que podem transformar a vida de uma pessoa, principalmente a de um jovem carente de baixa autoestima”, explicou o cineasta.

Para o grafiteiro Cazé, esse tipo de ato é muito importante diante de um país que pouco apoia o setor cultural. Pois mostra que é possível viver e educar através do viés artístico. “O papel social do grafite é levar arte para quem não tem acesso a ela. E com certeza essa intervenção servirá de referência para algum jovem ou aluno que já gosta de pichar. Ou para aquele que vai olhar e começará a gostar de grafite. E talvez, um deles se transformará em um grafiteiro e terá a sua vida modificada”, comentou Rodrigo Sini formado em Belas Artes pela UFRJ, que começou pichando na adolescência até se tornar grafiteiro há quase 17 anos.

A manifestação cultural urbana exposta no muro de quase 35 metros do C. E. Leopoldo Fróes é assinada por: AP Stelling, Amanda Cabocla, Cazé , Davi Baltar, Dollores, Gabriel Mattos, Lolly, Pato e Rodrigo Sini.

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