Interditada distribuidora clandestina de frangos no Fonseca

Uma distribuidora clandestina de frangos incomoda moradores de uma vila na Travessa Victor Pestre, no Fonseca, Zona Norte de Niterói. Na manhã desta sexta-feira (12), equipes da Secretaria de Ordem Pública (Seop), Vigilância Sanitária e Polícia Militar estiveram no local e confirmaram o caso.

De acordo com relatos de moradores, na madrugada desta sexta-feira, chegou um caminhão com um carregamento de frangos à casa, fato que se repete todas as semanas. Originalmente, o imóvel havia sido alugado para ser usado como residência ao pai do responsável pelo comércio ilegal. O proprietário do imóvel tenta, junto à Justiça, reintegração de posse, já que não recebe o valor do aluguel desde outubro de 2020.

“Fiz a denúncia, solicitei várias vezes que ele devolvesse o imóvel. Inicialmente era residencial e não para fins comerciais. Inclusive há duas casas no mesmo terreno que não podem ser alugadas porque essa desordem impede e as pessoas não aguentam ficar aí”, disse o proprietário do imóvel, Fábio, de 48 anos.

Por conta da falta de manutenção e do despejo irregular de restos dos animais, o esgoto do imóvel está vazando, chegando a atingir a rua. Os dejetos contaminaram a cisterna que abastece outra casa que fica no mesmo terreno. De acordo com o morador, há infestação de ratos e baratas.

“Fica com cheiro na água, um mau odor. Minhas filhas não estão vindo mais aqui por causa disso. Estamos esperando isso resolvera. A gente usava água da cisterna mas ficou contaminada”, afirmou o morador, de 40 anos, que preferiu não ter a identidade revelada. “Todo mundo reclama desse mal cheiro. O que nos pudermos contribuir a gente faz. Aquela caixa de gordura está entupida e transborda esgoto na rua. Devido a essa imundície entope tudo. Era só ele limpar tudo direitinho”, complementou outro morador Sebastião Torres, de 70 anos.

Equipes da Seop estiveram no local – Foto: A Tribuna

Além do vazamento de esgoto e armazenamento de frangos em condições inadequadas, a área comum do terreno serve como depósito para carrinhos de compras e mesas que, segundo os moradores, são usadas para vender os frangos, já assados em churrasqueiras, em diferentes pontos do Fonseca. Os responsáveis usam a marca “Frango Pais e Filhos” para o negócio. Uma idosa, que também mora na vila, denuncia que restos de fragos ficam espalhados pelas ruas. Segundo ela, os animais são temperados no próprio local, sem condições de higiene e, além disso, como não há fornecimento de água, os frangos são lavados em bacias por funcionários sem vestimentas adequadas.

“Os rapazes entram com carrinho de supermercado cheio de frango. Tem caminhão que entrega aqui. O que eu vejo é eles lavando, temperando e a água gordurosa que corre pela rua. Eles vendem frango assado em vários pontos da região”, disse a moradora Marli Torreiro, de 69 anos.

De acordo com agentes da Vigilância Sanitária, que estiveram no local, o imóvel já fora interditado pelo órgão. Como opera de maneira irregular, o caso foi encaminhado à Seop, que fez um relatório detalhando a situação do imóvel.

Não foi possível entrar na casa, onde estariam armazenados os frangos, pois se trata de propriedade privada. O caso, segundo os agentes, deverá ser encaminhado pela Seop à Polícia Civil e ao Poder Judiciário a fim de se obter autorização para fazer uma inspeção no interior da casa. O responsável pelo depósito não foi localizado pelas equipes. A reportagem também tentou contato, sem sucesso.

De acordo com os moradores, os frangos “Pais e Filhos” são revendidos nos seguintes locais, todos no Fonseca:

1- Primeira quadra da Rua São Januário

2- Entrada da Rua Bernardino

3- Bairro Chic, na “rua do táxi”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

um × 2 =