Instituto Dr. March tem quase 100 anos de tradição em prol de crianças carentes

Atualmente, mais de 200 crianças são atendidas pela obra social

A história da Creche Comunitária Dr. March é tema da quarta reportagem da série sobre institutos que atuam em prol de crianças em vulnerabilidade social. Atualmente, o instituto, localizado no Fonseca, Zona Norte da cidade, faz a diferença na vida de duas centenas de crianças em estado de vulnerabilidade social.

O Instituto Dr. March possui quase um século de história em prol de crianças carentes. A criação do Instituto Dr. March, em 1922, foi uma homenagem da Federação Espírita do Estado do Rio (FEERJ) de Janeiro ao médico Guilherme Taylor March. Voluntários espíritas trabalharam com intuito de comprar um terreno e construir um prédio que pudesse abrigar crianças sem famílias.

Os trabalhos do instituto são divididos da seguinte maneira: a creche comunitária é mantida por meio de um convênio com a Prefeitura de Niterói, portanto conseguiu passar sem maiores dificuldades pelo delicado momento, causado pela pandemia da Covid-19. Já as demais atividades do instituto, como atividades voltadas a gestantes, são mantidas por recursos próprios. Para isso, campanhas de arrecadação são realizadas.

“O atendimento que a gente faz a 209 crianças é via convênio com a Prefeitura de Niterói. A gente tem uma creche comunitária. O que o instituto faz em termo de recurso próprio é a Obra do Berço, atendendo a algumas gestantes nesse período de pandemia”, explicou Maísa Raphael, que, há mais de dez anos, atua como diretora da creche comunitária.

Passando pela história do instituto, em 1932 foi inaugurado o orfanato no local. Ao longo dos anos, a atividade passou por diversas transformações. No ano de 1989, a modalidade foi alterada para semi-internato, em que era feita assistência educacional a meninas de três a treze anos. Até que no ano 2000, foi adotado o formato de creche comunitária, após autorização da Fundação Municipal de Educação de Niterói, atendendo a crianças de ambos os sexos, em situação de carência e risco social.

Lygia Marçal, que é diretora do Serviço de Assistência e Proteção do Instituto Espírita Bezerra de Menezes (IEBM) relata que algumas atividades filantrópicas acabaram sendo interrompidas por conta da pandemia do novo coronavírus. Ela explica como funcionam atividades dedicadas às gestantes, postas em prática pelo instituto.

“O Instituto Dr. March é o braço assistencial do IEBM. Antes da pandemia tínhamos um grupo de gestantes, que ficava conosco por dois meses. E participaram da confecção do enxoval. Distribuíamos enxovais, bolsas ‘nutris’ e bolsa leite. Tínhamos um grupo de artesanato para senhoras da comunidade que rendesse a elas dinheiro e também um bazar”, disse.


o instituto, localizado no Fonseca, Zona Norte da cidade, faz a diferença na vida de duas centenas de crianças em estado de vulnerabilidade

Maísa prossegue, explicando como funciona o trabalho realizado em todas as vertentes do instituto. Ela recorda do tempo em que atua como diretora da creche comunitária e ressalta a importância do trabalho realizado com as crianças. Ao todo, a creche conta com pouco mais de 20 funcionários, que garantem a realização das atividades.

“O trabalho do Instituto Dr. March é focado para a Obra do Berço e para um artesanato, para que as mães aprendam alguma atividade. O foco das crianças mesmo é na creche comunitária. Temos 26 funcionários e mantemos nossas atividades com verbas da Prefeitura. Só eu já dirijo a creche há 13 anos. As crianças entram às 8h, saem às 17h e recebem um trabalho pedagógico de qualidade”, prosseguiu a diretora.

No entanto, Lygia pondera que para a atividade filantrópica, especialmente no auxílio a mulheres gestantes em vulnerabilidade social, apenas ela e Maísa financia, com a ajuda de colaboradores que acreditam no trabalho da instituição. Quem quiser ajudar, pode doar itens de enxoval  na sede do instituto, na Rua Desembargador Lima Castro, 235, no Fonseca, ou doar qualquer valor na conta corrente 01675-3, agência 6077, Banco Itaú.

“Nós temos uma conta, onde esse dinheiro é depositado para uso exclusivo da parte filantrópica do Instituto Dr. March. Precisamos tanto de fraldas quanto peças para o enxoval. Como distribuímos uma média de dez enxovais por mês, não podemos bancar uma peça cara para os outros enxovais. Nós preferimos que as peças de roupa sejam uma coisa viável para a gente poder completar os enxovais”, concluiu Lygia.

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