Instituições se unem para ajudar quem está com dificuldade financeira

Na onda da solidariedade no período da pandemia do coronavírus muitas associações, instituições e a até mesmo anônimos da sociedade civil resolveram se juntar para ajudar quem precisa. Alimentos não perecíveis, roupas, produtos de limpeza e higiene pessoal estão na lista de itens que mais são doados. Por exemplo, o Instituto Vital Brazil (IVB), em Santa Rosa, lançou uma campanha para arrecadação desses itens que serão doados para moradores carentes do Morro Vital Brazil, vizinho ao Instituto.

Muitas pessoas estão sem poder trabalhar por conta do isolamento social e a renda, nesse contexto, fica cada vez mais instável.

“Sou vendedor ambulante e não estou vendendo e não tenho dinheiro. Eu entendo que as pessoas deve ficar dentro de casa mas eu dentro de casa não produzo e não tenho dinheiro. Nunca pensei em viver isso. A minha sorte é que ganhei uma cesta básica da igreja que frequento. Mas estou confiante na minha fé que vamos passar por isso tudo o mais rápido possível”, contou Márcio Silva, 34 anos.

O IVB começou a campanha para ajudar a comunidade no entorno do grande centro de pesquisa, segundo a direção da unidade, uma ‘parceria antiga’. “A história da comunidade se inicia com a instalação da instituição aqui. E, nesse momento de crise, é de extrema importância que façamos a nossa parte, atuando de maneira solidária. Sabemos que grande parte da população do morro é composta por trabalhadores informais, que, com o isolamento social, não estão conseguindo dinheiro suficiente para as necessidades básicas. Pedimos a todos que puderem, àqueles que vierem se vacinar aqui na frente, no posto Vital Brazil, que tragam suas doações e ajudem”, reforçou Adilson Stolet, presidente do instituto.

Outra comunidade que está sendo ajudada é o Morro do Estado, no Centro de Niterói. A Associação dos Moradores está se empenhando para conseguir doações de alimentos e materiais de limpeza para os milhares de moradores que estão em situação preocupante. Na semana passada foram doadas 70 cestas básicas e o presidente da entidade já está juntando mais kits.

“Eu doei na semana passada e estamos dando prioridade para os idosos e acamados. Não deixo juntar muito na sede não. Eu faço questão de dar logo o alimento. Quem tem fome tem pressa e por isso a agilidade. Ganhamos as doações, montamos os kits e doamos”, frisou Ricardo Santos. No Morro da Penha, na Ponta da Areia, a doação é para produção de máscaras. “Estou recolhendo retalhos de tecido para fazer máscaras para doação. Além dos panos também estamos precisando de elástico para a confecção das mesmas”, resumiu o presidente da associação dos moradores, Adriano Felício.

Batalhão também recebe ajuda

Vários segmentos da população de Niterói estão se mobilizando para ajudar ao batalhão da área (12º BPM) com doações de material de limpeza e de prevenção diante do coronavírus, como luvas, álcool em gel, e máscaras, e assim minimizar os riscos dos agentes contraírem a Covid-19.

Pelas redes sociais vários moradores, comerciantes, e empresários estão contribuindo com doações espontâneas de material.

“Nesse momento está tudo dentro da normalidade, mas já estamos nos preparando para os próximos dias”, resumiu ontem o comandante do 12º BPM, coronel Sylvio Guerra, preferindo não detalhar a situação.

“Na verdade o Estado não está fornecendo nada. A polícia até agora não recebeu treinamento sobre procedimentos de como higienizar uma viatura, por exemplo, porque o equipamento é compartilhado”, afirmou o ex-presidente do Conselho Comunitário de Segurança, e comerciante Leandro Santiago.

Ele acrescentou que no caso do Niterói Presente, a administração municipal contratou os serviços de uma lavanderia para higienizar os coletes dos agentes.

“Empresários, associações de moradores, trabalhadores informais e moradores, estão fazendo o que podem. A prefeitura tem fornecido material para a Guarda Municipal e a população tem feito sua parte com relação ao 12º BPM”, afirmou.

Na opinião de Leandro Santiago, nesse momento os policiais civis e militares têm que ser tratados da mesma forme que os profissionais de Saúde nos hospitais.

“Eles também estão na linha de frente. Eles é que mantém o ordenamento público. É necessário que seja transmitido calma e segurança para a população, e eles são responsáveis por isso”, finalizou.

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