Índices de acidentes têm queda pelo quarto ano consecutivo

Aline Balbino

Melhor condição das faixas de rolamento, junto ao aumento dos valores das multas de trânsito, além da conscientização do motorista, foram os três principais fatores que reduziram pelo quarto ano consecutivo o índice de acidentes na BR-101. Segundo a Autopista Fluminense, em 2016 foram registrados 114 casos de acidentes com mortes. Embora o número pareça alto, em 2012 os casos de óbito eram de 195, o que representa uma queda de 41%. O histórico favorável de reduções de acidentes e vítimas mortas é registrado desde 2013.

Ainda em 2016, em virtude desse processo de duplicação das pistas, o número de casos de colisões frontais apresentou redução de 20% em relação ao número de vítimas mortas em virtude desse tipo de acidente, com queda de 42 para 35 ocorrências entre os meses de janeiro e dezembro de 2015. Se compararmos com o ano de 2012, com 94 ocorrências, a maior no período desde o início da concessão, a redução de mortes provenientes de colisão frontal chega a 69%.

Segundo, José Hélio, policial rodoviário federal, o aumento do efetivo foi de suma importância para a redução dos índices.

“Reforçamos a fiscalização com o recebimento de novos policiais. Entretanto, mesmo com a redução dos acidentes, nossa maior preocupação é em relação ao número de vítimas (feridos e mortos). É até natural que aumente o número de acidentes, devido ao aumento da frota e diversos fatores, mas trabalhamos para reduzir a gravidade dos acidentes e consequente redução de vítimas”.

Saindo um pouco da BR-101 e analisando as ruas de Niterói, é possível identificar que também houve queda no número de acidentes. A cidade de Niterói conseguiu reduzir o número de desastres entre 2013 e 2016. De 2013 a 2016, houve redução nos atropelamentos de 213 para 84 casos, uma redução de 60%. Choque entre veículos: de 872 para 98, queda de 88%. Abalroamento (choque violento entre veículos) de 1577 para 89 e colisão (choque entre veículo e obstáculo fixo, poste ou muro); de 2202 para 282, redução de 94% e 24%, respectivamente.

Para o coronel Paulo Afonso, presidente da NitTrans, o trabalho da Educação de Trânsito da NitTrans tem dado frutos.

“A criança ouve as palestras sobre trânsito e cobra da mãe e do pai. Além da Educação, há o treinamento dos agentes e operadores, a atuação da operação reboque e outras ações de inibição aos infratores. Os resultados começam a aparecer. Nesse contexto, com Educação e Fiscalização, conseguimos reduzir acidentes sem deixar de proporcionar a mobilidade urbana”

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