Incidente envolvendo estudante e youtuber em frente a UFF vai parar na polícia

A 76ª DP (Centro) abriu procedimento – termo circunstanciado de lesão corporal – e está investigando um incidente ocorrido na noite de quarta-feira (23), envolvendo uma estudante do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Fluminense (UFF), e o soldado da PM, integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) e youtuber ,Gabriel Monteiro. A estudante afirma ter sido vítima de agressão e de ter recebido voz de prisão, após uma discussão ocorrida em frente ao prédio do Diretório Central dos Estudantes (DCE).

Segundo relato da própria estudante, ela teria esbarrado e derrubado o aparelho celular de um assessor do youtuber, identificado como Rick Dantas, no momento em que a universitária havia pedido para não ter a imagem registrada por ele. No impasse, Gabriel Monteiro deu voz de prisão a Juliana, alegando desacato, e agarrou seu pulso por vários minutos. Na quinta-feira (24), a universitária procurou o Instituto Médico Legal (IML) para exames periciais, mas Gabriel teria afirmando em vídeos postados em redes sociais que ele teria sido a vítima na ocorrência.

A UFF divulgou uma nota de repúdio:
“A Universidade Federal Fluminense repudia com veemência os constantes ataques realizados pelo youtuber Gabriel Monteiro aos membros de sua comunidade interna (…) a aluna do curso de Arquitetura e Urbanismo, Juliana Alves, foi agredida fisicamente pelo indivíduo em frente ao Diretório Central dos Estudantes (DCE) após proibir a divulgação de sua imagem. O Gabinete do Reitor foi acionado e prestou assistência imediata à estudante, acompanhando-a a 76ª Delegacia de Polícia para prestar depoimento contra a agressão e a captura não consentida da imagem. Não é a primeira vez que o youtuber explora de forma agressiva e distorcida a imagem da UFF e de sua comunidade interna. Suas práticas de perseguição, assédio, coação e difamação revelam o caráter autoritário de campanhas de desinformação para finalidades escusas de promoção pessoal pelo ataque à educação superior pública. É triste e revoltante que, em meio ao maior evento de produção científica e tecnológica do ano na UFF, que acontece simultaneamente em diversas localidades com centenas de apresentações acadêmicas, atores busquem ridicularizar e intimidar nossa comunidade interna. A UFF recomenda que todos os seus professores, técnicos-administrativos e estudantes que se sentirem assediados moral ou fisicamente procurem a Ouvidoria. Iremos acionar a Procuradoria Federal Junto à UFF para avaliar possíveis ações jurídicas contra essa prática de perseguição e assédio de nossos estudantes e da instituição”.

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