Incerteza de ônibus escolar revolta pais e alunos

Wellington Serrano

Os moradores do Complexo Habitacional do Jóquei, que enfrentam a dificuldade de escolas próximas para os filhos, estão preocupados com a irregularidade no funcionamento da rota escolar, disponibilizada pela prefeitura. Os pais dos alunos que usam o ônibus com destino ao Colégio Municipal Irene Barbosa Ornelas, no Jardim Catarina, alegam que o transporte não passa todos os dias, o que prejudica cerca de 40 estudantes, que não têm suas faltas abonadas.

Segundo informações, algumas das crianças tiveram que se mudar em maio para o local, quando os apartamentos foram liberados pela Caixa Econômica, logo tiveram que mudar para as escolas com ônibus disponíveis como essa no Jardim Catarina. As famílias que vieram de diferentes bairros ainda encontram dificuldades para que os filhos permaneçam matriculados.

Os responsáveis das crianças, com idade de 5 anos em diante, que estudam no horário da tarde na unidade escolar do Jardim Catarina, dizem que o acordo com a prefeitura é aguardar a chegada do transporte que passa no horário de 12h30min e as crianças aguardam o ônibus em frente ao condomínio Parque das Araras.

“Elas ficam no sol quente esperando todos os dias. Cada um tenta se abrigar como pode, mas o mais triste é ficar aqui até depois das 13h com eles arrumados e o ônibus não passar e também não avisar. E pior é que na escola não estão abonando as faltas. As respostas dos responsáveis pelo transporte é sempre falta de combustível e de motorista ou defeito no veículo”, desabafou Joice Bianca dos Santos, mãe de três das crianças usuárias do serviço.

As mães relatam perda de parte do valor do Bolsa Família e dizem que na escola foram orientadas a prosseguir até a Secretaria de Educação.
“Já fomos reclamar, mas a direção disse que não pode fazer nada. Fui chamada no conselho tutelar por causa das faltas. Eu não tenho como pagar passagem para levar meu filho para a escola. Voltei na escola e descobri que as faltas eram contadas. Se tivessem construído mais escolas nessa área não estaríamos enfrentando essa dificuldade”, relatou Cíntia Moraes, de 28 anos, mãe de outra criança.

Vagas com rotas
Os pais relataram que o grande desafio é encontrar escolas que tenham a rota escolar disponível. As crianças usuárias dos transportes que chegam até o conjunto de condomínios ( Bem-Te-Vi, Gaivota, Sabiá e Cozumel I, II, e II) tiveram que sair dos antigos colégios para buscar vagas nas unidades que tenham transporte escolar. Mas segundo os moradores, muitas crianças estão sem estudar devido a escassez de vagas.

Procurada, a Secretaria de Comunicação da prefeitura informou que irá apurar a denúncia porque a Secretaria de Educação não havia recebido reclamação de pais ou alunos.

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