Incêndio no Colégio Brasil continua sem solução

Raquel Morais –

Os moradores do condomínio Solar do Barão, no bairro Fonseca, continuam cobrando do poder público uma solução para os escombros do casarão histórico do antigo Colégio Brasil, localizado dentro do conjunto habitacional. A administração dos imóveis entrou na justiça no mês passado pedindo o usucapião das ruínas e aguarda o andamento do processo, que envolve a própria família Brasil, a Prefeitura de Niterói e a Polícia Civil.

O imbróglio acerca do espaço é antigo e piorou quando um incêndio destruiu parte do casarão em 2017. A família proprietária do antigo colégio doou o espaço para fins culturais para a Prefeitura de Niterói. A administração pública por sua vez informou que uma equipe do Departamento de Preservação do Patrimônio Cultural (DePAC) vistoriou o local e o processo de tombamento está em andamento. E a Polícia Civil se limitou a informar que a investigação sobre o incêndio está em andamento na 78ª DP (Fonseca).

“Eu entrei com o pedido de usucapião no mês passado e precisamos resolver essa questão o quanto antes. Acaba que os moradores não podem fazer nada, a nossa administração também e a prefeitura não avança nesse processo. E enquanto nada acontece, nossos moradores estão no meio desse problema. O casarão tem risco de queda, tem muitos roedores e até urubus que vivem dentro do antigo espaço, que é um monte de ruínas”, comentou a síndica do condomínio, Elizabeth Oliveira, de 52 anos.

Enquanto o problema não se resolve, algumas poucas mudanças foram feitas no espaço.

“Fizemos um jardim na fachada principal, fechei alguns vãos e pintei a fachada para ficar minimamente apresentável. Se a gente conseguir ganhar a causa na justiça, vamos fazer uma área de recreação ou um estacionamento, respeitando a fachada. Os moradores sempre cobram uma posição que eu não consigo dar”, concluiu a síndica.

O incêndio aconteceu no dia 8 de junho de 2017 e a polícia ainda investiga se foi criminoso ou provocado por um balão. O espaço foi construído pela Família Brasil, onde até mesmo o cantor Roberto Carlos estudou. Ao todo, o condomínio tem quatro blocos, 352 apartamentos e cerca de 1.100 moradores.

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