Implosão do Hospital Santa Mônica completa cinco anos

Raquel Morais –

O antigo Hospital Santa Mônica, no Centro de Niterói, foi implodido há cinco anos e no terreno seria construído o Centro de Diagnóstico por Imagem, chamado Rio Imagem II, projeto do Governo do Estado do Rio. As intervenções começaram em 2014, mas parece que o sonho de ter um centro de referência em imagens ficou soterrado embaixo dos escombros do tradicional hospital da cidade.

No terreno, o alicerce é o único espaço onde não nasceu mato. Muita madeira empilhada compõe o estado de abandono da área, cavaletes enferrujam sem proteção contra sol e chuva, escombros acumulam água e até árvores já nasceram por lá, tamanho o tempo sem atividade. Os tapumes de chapa que cercam o local também estão sofrendo com a ação do tempo e algumas partes já estão depredadas.

Ao longo dos três anos, as intervenções no terreno foram irrisórias e, por muitas vezes, as obras foram canceladas. Falta de verba, de prioridade e crise econômica do Estado foram algumas das justificativas para essas interrupções.

“A saúde pública está em decadência. Quando o antigo hospital foi derrubado tivemos a falsa esperança de ter um centro de referência em Niterói. Mas essa crise afetou todo o Estado e é muito difícil passar por isso. A população é quem está sendo mais afetada”, comentou a empregada doméstica Carmem Lúcia, 54 anos.

Questionada sobre o assunto a Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou, por nota, que, diante do atual momento, a prioridade para a destinação de recursos tem sido a manutenção do funcionamento da rede estadual de saúde. Todo recurso disponibilizado para a SES está sendo direcionado, prioritariamente, para a assistência à população. As obras do Rio Imagem 2 estão tendo a liberação de recursos readequada e, consequentemente, o cronograma de execução das obras também.

O Rio Imagem II teria cinco andares, cerca de cinco mil metros quadrados, três salas de raio-X, duas de ressonância, duas de tomografia, cinco de ultrassonografia, quatro de eletrocardiograma e duas de mamografia. Os exames, de alta geração, seriam gratuitos e a nova unidade pretendia diminuir o fluxo do Centro do Rio, para onde muitos niteroienses vão realizar exames.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

onze − 6 =