Impasse entre rodoviários e empresários de ônibus pode deixar usuários sem transporte em Niterói e região

Chegou ao fim às 17h desta terça-feira (31/08) o prazo fixado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) para acordo entre empresários de ônibus e rodoviários, sobre as reivindicações salariais e de benefícios da categoria. Diante do impasse nas negociações, o Sindicato dos Rodoviários de Niterói a Arraial do Cabo (Sintronac) enviará nesta quarta-feira (1/9) ofício ao Ministério Público do Trabalho (MPT), comunicando a abertura oficial do dissídio da categoria para os municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá e Tanguá.


Em nota enviada à imprensa, o Sintronac afirma que houve intransigência das empresas, “que se recusam a negociar o reajuste salarial dos trabalhadores”.


O sindicato informa que, “nos próximos dias, será elaborado um calendário de assembleias para que os rodoviários possam apresentar propostas sobre os próximos passos da mobilização da categoria. Não está descartada a possibilidade de realização de manifestações dos trabalhadores ou mesmo uma greve, caso o impasse permaneça”.


Uma eventual decretação de greve teria reflexo em 438 linhas municipais e intermunicipais, cuja operação demanda uma frota de 3,5 mil ônibus que transportam, aproximadamente, 36 milhões de passageiros por mês.


As negociações salariais entre rodoviários e empresários foram suspensas em 2020 como consequência da pandemia do coronavírus. A proposta dos rodoviários é de 8% de reajuste salarial e 10% de aumento no valor da cesta básica e no da ajuda de custo para aquisição dos uniformes profissionais.


Segundo o Sintronac, a proposta dos trabalhadores permite o pagamento do percentual de reajuste salarial em quatro vezes (2% ao mês) para minimizar o impacto nas contas das empresas. De acordo com o presidente, Rubens dos Santos Oliveira, essa concessão dos rodoviários viabiliza o aumento de 8%, somada ao fato de que as companhias cortaram, durante a pandemia, 30% do pessoal, algo em torno de 3,9 mil profissionais, e reduziram a frota em até 50%.

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