IFRJ de São Gonçalo vai cobrar do poder público reforma para utilização do Ciep

O diretor do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia (IFRJ) campus São Gonçalo, Tiago Giannerini, divulgou que vai cobrar, ainda essa semana, a reitoria do instituto uma posição sobre início das obras do Ciep Chanceller Willy Brandt. O antigo ‘Brizolão’ foi cedido pelo Governo do Estado ao Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) em janeiro de 2017 e desde então passou apenas por pequenos reparos. A falta de liberação de verba do Governo Federal está atrapalhando as obras, orçadas em mais de R$ 5 milhões através de um projeto de engenharia que está pronto.

Pequenos reparos foram feitos no amplo espaço, como capina, gradeamento para evitar a entrada de moradores de rua, construção do muro, instalação de portões ao redor do prédio; além de ocupação do prédio com vigilância 24 horas. “A ideia é tirar a memórias do período que ali funcionava uma cracolândia. Reformamos a quadra, instalamos a rede e esse equipamento está em uso pelos alunos do IFRJ. Conseguimos manter o contrato de capina e roçado para manter o mato aparado dentro do campus e também fizemos a reforma completa do telhado. De fato não conseguimos efetivar uma reforma completa por falta de liberação do Governo Federal”, contou Giannerini.

O diretor do campus explicou que o projeto de engenharia para a reforma completa está pronto e orçado em R$ 5,3 milhões para reforma completa. “Estamos tentando negociar a liberação da verba e vamos notificar a reitoria para ver se tem alguma novidade”, completou. A expectativa é que o IFRJ ofereça cursos técnicos e de pós-graduação no local. O atual IFRJ foi implantado em 2009 no Ciep Neuza Brizola, que tem sete mil metros quadrados, sendo 6,5 mil de área construída. Já o Ciep Willy Brandt tem 12 mil metros quadrados de terreno e 6,5 mil de área construída.

O Ciep Willy Brandt ficou abandonado por anos até a doação ao IFRJ e no município de São Gonçalo outros Cieps estão passando pelo processo de abandono do poder público. Esse é o caso do Professora Marlucy Salles de Almeida, em Tenente Jardim, que está com a situação grave. Moradores de rua usam o espaço para dormir, usuários de drogas também frequentam a unidade escolar e até mesmo cavalos pastam na área externa da antiga escola. “Eu gostaria que essa escola voltasse a funcionar principalmente para melhorar a frequência do colégio. Hoje sabemos que muitos crimes são praticados nesse espaço que está vazio e poderia ajudar muitas crianças da comunidade. Uma escola fechada é um retrocesso”, contou uma moradora do bairro que preferiu não se identificar.

A Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro (Seeduc) informou que sobre Professora Marlucy Salles de Almeida, a unidade funcionava somente no período noturno. Os 53 alunos que estudavam na escola foram transferidos para o Colégio Estadual Conselheiro Macedo Soares, localizado a 1,7 km do lugar, e que tem capacidade para atender 1.500 estudantes. No entanto, não respondeu sobre o que será feito do espaço, que se encontra sem utilização no momento.

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