Idoso com febre amarela morre em Niterói

Geovanne Mendes –

Na última quinta-feira (30 de março), a morte de um idoso de 69 anos, oriundo do município Silva Jardim, diagnosticado com o vírus da febre amarela, e que estava internado no Complexo Hospitalar de Niterói (CHN), deixou a população das duas cidades em alerta. O idoso, que adoeceu em Silva Jardim procurou atendimento médico na rede hospitalar de Niterói, onde veio a óbito. O caso, que só veio à tona na última terça-feira (4 de abril), está sendo investigado pela FioCruz, onde o objetivo agora é saber se a vítima contraiu a doença após ser vacinado ou através da picada do mosquito.

Porém, o medo e preocupação da população não encontram espaço no meio científico, já que a própria Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, descarta qualquer tipo de transmissão da doença entre as pessoas. Além disso, segundo a Secretaria, apesar de o idoso ter sido diagnosticado com febre amarela, exames estão sendo realizados para definir a real causa da morte, já que por se tratar de um idoso com mais de 60 anos ainda há a possibilidade de uma reação adversa à vacina, ou seja, a investigação em curso é para responder se ele foi vítima da forma silvestre da doença ou se o óbito foi causado pela carga viral da própria vacina contra a enfermidade.

Como tem mais de 60 anos, o homem, morador do bairro Mato Alto, em Silva Jardim, precisou de autorização médica para ser imunizado, o que ocorreu no último dia 19 de março, seguindo assim as recomendações do Ministério da Saúde. Porém, de acordo com a Secretaria de Saúde do município, ele teve complicações após a aplicação, procurou atendimento médico na rede pública da cidade e posteriormente buscou a rede particular de saúde em Niterói, onde foi internado.

A Secretária de Saúde de Silva Jardim informou através de um comunicado que amostras de sangue do paciente foram enviadas ao Laboratório Central Noel Nutels (Lacen) para análise e que o resultado preliminar, no dia seguinte à morte do idoso, deu negativo para dengue, zika e chikungunya e positivo para febre amarela. Novas amostras serão avaliadas. A vacinação na região foi intensificada desde o dia 15 de março, quando a primeira morte em decorrência da doença foi confirmada em Casimiro de Abreu, que faz divisa com o município, finaliza a nota.

Em nota, a SES tranquiliza os moradores, informando que tanto a cidade de Niterói como a região metropolitana estão sem qualquer tipo de circulação do vírus da febre amarela. Segundo a Secretaria, a distribuição das vacinas vem obedecendo a estratégia de priorizar os municípios mais vulneráveis, de acordo com a análise constante do cenário epidemiológico do RJ e estados vizinhos, como MG e ES. Entre os 64 municípios considerados prioritários, 44 municípios já têm disponíveis vacinas em quantitativo suficiente para imunizar seus habitantes. A retirada das vacinas pelos municípios atendem às suas capacidades operacionais e de armazenamento.

A prefeitura de Niterói e o CHN preferiram não se pronunciar sobre o assunto.

Febre Amarela em Casimiro
O município de Casimiro de Abreu, na Baixada Litorânea, confirmou mais dois casos de febre amarela na semana passada. Os dois pacientes já estão em casa, depois de terem sido transferidos para tratamento no Hospital dos Servidores do Estado, no Rio. Com esses dois casos, sobe para nove o número de pessoas infectadas no Estado, com uma morte, a do pedreiro Watila dos Santos, de 38 anos, no dia 11 de março.

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