Ida às urnas durante a pandemia preocupa idosos

Karoline Martins

Neste ano, além da análise criteriosa das propostas dos candidatos às prefeituras e às câmaras de vereadores, aqueles que têm toda uma experiência de vida se preparam agora também de modo a preservar a própria saúde para exercer da forma mais prudente possível o exercício da cidadania. Devido a pandemia causada pela última mutação do vírus popularmente conhecido como corona, aqueles acima dos 60 anos, junto dos demais grupos de risco em relação a doença, tem que estar preparados para votar em 2020 tomando todos os cuidados necessários para participar das eleições com segurança. No Brasil, o voto não é obrigatório para os analfabetos, os maiores de 70 anos e pessoas maiores de 16 e menores de 18 anos.

“Hoje tem que tomar cuidado. Mas também não é esse exagero todo. A minha neta não me deixa sair. Se eu vou no mercado, ela briga. Quer que eu saia só às vezes. Quando eu chego da rua já saio tirando a roupa para tomar banho e ficar livre senão ela fala. A minha zona eleitoral é ali no Liceu (Nilo Peçanha), no Centro, mas eu não vou votar nesse ano”, contou o aposentado Kleber da Costa, de 86 anos.

No dia 27 de agosto deste ano, o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ampliou o horário da votação do dia 15 de novembro em 1 hora, tendo início nos horários locais das 7h às 17h.  A mesma regra vale para os locais em que acontecerá um segundo turno em 29 de novembro. Com o objetivo de evitar aglomerações e garantir os riscos de transmissão do corona vírus, idosos terão prioridade (não exclusividade) no horário compreendido entre às 7h e às 10h, tendo direito a votarem também durante os demais horários do pleito. Para evitar maiores problemas, dona ciclana conta que pretende comparecer a sua zona eleitoral dentro do horário de prioridade.

O horário preferencial foi escolhido pelo governo após levantamento de dados estatísticos do TSE e o recebimento estudos realizados por especialistas do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), Insper e Universidade de São Paulo (USP), além de uma consultoria sanitária feita pela Fiocruz, especialistas dos hospitais Sírio Libanês e Albert Einstein. A médica geriatra Jane Conceição de Mattos alerta que a ida às urnas por pessoas na terceira idade deve ser vista com cautela.

“Os idosos não deveriam ir votar, pois são do grupo de risco e quem tem mais de 70 anos não precisa votar. Quem tem 60 anos ou mais e for votar, não deve ficar em filas, deve chegar ao local e votar antes de todos. Os locais de votação precisam estar preparados para receber eleitores do grupo de risco. Além de todas as medidas como o uso do álcool gel, o uso de máscara, tem que ser evitada aglomeração. É chegar e votar imediatamente”, ponderou a especialista, que é contra a realização do pleito durante a pandemia.

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