IBGE informa que “prévia da inflação” desacelera a 0,59% em maio

Considerado uma “prévia da inflação oficial”, o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15) desacelerou para 0,59% em maio na comparação com o mês de abril, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (24). Esse é o maior índice para o mês desde 2016 (0,86%).

No ano, o IPCA-15 apresenta alta de 4,93%. Já o acumulado dos últimos 12 meses é de 12,20%, acima dos 12,03% registrados em abril. A taxa de maio de 2021 foi de 0,44%.

Segundo o IBGE, todos os grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram aumento nos preços, exceto habitação (-3,85%), influenciado pela queda de 14,09% na energia elétrica.

Maiores altas

A maior alta no resultado veio do grupo saúde e cuidados pessoais, que subiu 2,19% na prévia. Os itens de maior influência no grupo e no IPCA-15 de maio foram os produtos farmacêuticos, com aumento de 5,24% nos preços, registrado após o reajuste de até 10,89%. Também pressionaram o resultado do grupo os itens de higiene pessoal, que apresentaram alta de 3,03%.

Já o grupo dos transportes registrou alta de 1,80%. O resultado apresenta desaceleração em relação a abril (3,43%). A maior contribuição para o grupo veio do item passagens aéreas, que subiu 18,40%, segundo mês consecutivo de alta. A gasolina também subiu, com alta de 1,24%, enquanto o etanol apresentou aumento de 7,79%.

Desaceleração

O grupo alimentação e bebidas desacelerou na prévia de maio, ficando em 1,52% frente aos 2,25% de abril.  A maior influência foi dos alimentos para consumo no domicílio (1,71%). Entre os itens com as maiores altas estão o leite longa vida (7,99%), a batata-inglesa (16,78%), a cebola (14,87%) e o pão francês (3,84%), enquanto registraram quedas as frutas (-2,47%), o tomate (-11%) e a cenoura (-16,19%), esta última após alta expressiva em abril de 15,02%.

As demais altas dos grupos ficaram entre 0,06% de educação e 1,86% de vestuário.

A única queda de preços entre os grupos foi em habitação (-3,85%), puxada pela energia elétrica, que teve queda de 14,09% em maio, com impacto da entrada em vigor da bandeira verde desde 16 de abril, em que não há cobrança adicional na conta de luz.

Ainda no grupo de habitação, pelas altas, houve aumento de 0,81% no gás encanado, consequência do reajuste de 5,95% aplicado no Rio de Janeiro (2,58%). Também houve alta da taxa de água e esgoto (0,55%), decorrente do reajuste de 12,89% em São Paulo (1,72%), informou o IBGE.

Regiões

Quanto às regiões, todas as áreas pesquisadas no IPCA-15 de maio apresentaram alta, sendo a maior variação em Fortaleza (1,29%), explicada pelos itens de higiene pessoal (3,59%) e pelo reajuste de 24,23% nas tarifas de energia elétrica.

Já o menor resultado regional foi em Curitiba (0,12%), onde, além do recuo de quase 18% da energia elétrica, houve queda nos preços de alimentos como a cenoura (-19,88%) e o tomate (-13,72%).

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