Hospital Santa Cruz: Justiça suspende novo leilão

O Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, por decisão da Desembargadora Alba Valéria Guedes Fernandes da Silva, em Agravo Regimental decorrente de Mandado de Segurança impetrado pela Sociedade Portuguesa de Beneficência de Niterói contra o juízo da 8ª Vara do Trabalho de Niterói, concedeu liminar suspendendo o novo leilão previsto para esta quinta-feira (28) do prédio que abrigava o Hospital Santa Cruz.

A decisão foi proferida nesta quarta-feira (27). A mesma magistrada, em 19 de abril, havia negado o pedido formulado pela Beneficência de Niterói. Ela entendeu, naquela ocasião, haver a existência de recurso próprio para discutir as matérias abordadas no Mandado de Segurança.

Ela considerou que possível demora na inclusão do feito em pauta, cujo julgamento deveria ser apreciado por Órgão Colegiado, “poderá causar prejuízos à impetrante, já que o pedido de suspensão do leilão não será apreciado pelo Colegiado em tempo hábil”.

“Assim, possível demora na inclusão do feito em pauta poderá causar prejuízos à impetrante, já que o pedido de suspensão do leilão não será apreciado pelo Colegiado em tempo hábil. Considerando tais assertivas, concedo parcialmente a liminar requerida para suspender o leilão designado para o dia 28/04/2022 até decisão do agravo regimental pelo Órgão Colegiado”, disse a Magistrada.

Davi Rocha de Souza, terceiro interessado na causa, terá oito dias para se manifestar.

REPÓRTER EXPULSO DE REUNIÃO

Na última segunda-feira (25), após ninguém se interessar pelo leilão, em primeira praça, do prédio do Hospital Santa Cruz, cujo lance mínimo era de R$ 125 milhões, a diretoria da Beneficência de Niterói, convocou para esta quarta-feira (27), às 18h, uma reunião para tratar do assunto com seus associados.

O repórter Victor Andrade foi designado para a cobertura jornalística do encontro. No entanto, após a divulgação da informação que revelava a suspensão do leilão da área que abrigava o complexo hospitalar, marcado para amanhã, o profissional foi expulso do local por Vitor Gonçalves, novo presidente da instituição.

Tal atitude, além de deselegante e incompatível com os princípios republicanos que deveriam nortear a conduta de quem se dispõe a presidir qualquer instituição, configura censura e grave violação ao pleno exercício da atividade jornalística.

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