Hospital de São Gonçalo terá atendimento especializado em violência doméstica

Até o final do ano, o Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo terá uma sala específica para coletar evidências e realizar exames de corpo de delito em vítimas de violência doméstica. A informação foi divulgada ontem pela Secretaria de Estado de Saúde durante reunião da CPI do Feminicídio da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Além da unidade médica em São Gonçalo, esses protocolos, conhecidos como cadeias de custódia, também serão implementados no Hospital Adão Pereira Nunes, localizado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
De acordo com a superintendente de Atenção Primária à Saúde da Secretaria, Thaís Severino, os espaços serão inaugurados ainda esse ano e vão contar com a presença de um enfermeiro, um psicólogo e uma assistência social alocados especificamente para atender mulheres que tenham sofrido alguma agressão.

“Queremos proteger a vítima e preservar as provas que poderão ser incluídas em um processo contra o agressor. Depois do atendimento, a unidade ficará de portas abertas para aquela mulher caso ela queira voltar”, explicou.
Thaís também explicou que os hospitais foram selecionados após uma pesquisa extensa e uma consulta feita com a Polícia Civil. “Diagnosticamos onde existia a maior taxa de incidência de casos de violência contra a mulher registrados e, a partir daí, optamos implementar o projeto em unidades dessas regiões”, justificou.

Na última semana, a paisagista Elaine Perez Caparroz, de 55 anos, brutalmente agredida dentro do seu apartamento, na Barra da Tijuca, pelo lutador de jiu-jitsu Vinicius Batista Serra, de 27 anos, compareceu à CPI do Feminicídio e relatou que não foi realizado nenhum exame de corpo de delito em sua chegada ao hospital.

“O primeiro local ao qual ela foi encaminhada foi a uma unidade de saúde, e lá ela relatou que não foram feitos exames toxicológicos e ginecológicos, com isso, provas que poderiam ser incluídas no processo não foram coletadas. Essa medida da Secretaria ajuda para que falhas como essa deixem de ocorrer”, afirmou a presidente da comissão, deputada Martha Rocha (PDT).

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