Hospital de Clínicas do Ingá oferece curso de Libras para colaboradores

O Hospital de Clínicas do Ingá acaba de implementar na unidade o curso de libras para seus colaboradores como parte do Projeto de Aceleração do Projeto PlaneTree, que coloca o atendimento humanizado em primeiro lugar junto com a inclusão e a responsabilidade social perante seus pacientes.

“Esse cuidado do HCI com os surdos é de suma importância, pois a libras é o principal recurso de comunicação com eles, do contrário, o atendimento se torna difícil e muitas vezes os surdos não conseguem os diagnósticos e as orientações necessárias”, explica a assistente social Suellen Guimarães, pós-Graduada e fluente em libras, que ficará responsável por ministrar o curso.

O período de preparação das equipes será de cerca de seis meses, tendo como principal objetivo estimular a interação e convívio social entre pessoas surdas e ouvintes. Dessa forma, os colaboradores aprenderão o vocabulário e a contextualização em libras alcançando, desse modo, a plena capacidade de interpretar, compreender e reproduzir a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

“Acreditando na inclusão e na diversidade, principalmente dentro das unidades de saúde, eu percebo a necessidade de qualificar os colaboradores em Libras para obter uma comunicação eficaz com seus pacientes, familiares e funcionários”, destaca Suellen, acrescentando que a Língua Brasileira de Sinais representa uma modalidade linguística que visa à interação cultural entre surdos e ouvintes.

Para o Gestor do HCI Fábio Motta, o projeto é mágico! “Saber que milhares de pessoas estão nesse momento com dificuldade ao se expressar no âmbito hospitalar e que seremos canais nesse auxilio, facilitando e proporcionando um carinho diferenciado no tratamento, tão importante na vida do ser humano, faz com que a cada dia nós tenhamos muito orgulho em realizar esse projeto de humanização e inclusão”, define Fábio.

Metodologia do curso

O curso de libras que será ministrado no Hospital de Clínicas do Ingá terá uma abordagem baseada em pedagogia visual, em que o foco está no aprendizado da comunicação humanizada para o paciente e/ou profissional surdo.

Suellen explica que a cada encontro será realizada uma avaliação de desempenho a fim de proporcionar um retorno aos alunos para que eles possam expor suas impressões. O conteúdo programático do curso dará destaque aos seguintes tópicos: lei de libras, pronomes pessoais e saudação; alfabeto manual, números e classificador; cores, alimentação e sentimentos; meios de comunicação e redes sociais; profissão, ambientes de trabalho e sinais hospitalares; verbos variados, intensificador e classificador de mãos; entre outros temas.

“Ao incluirmos esse quesito dentro do currículo do colaborador, desenvolvemos competências e habilidades dentro de um projeto que evidencia saberes interligados à realidade da comunicação entre surdos e ouvintes na sociedade. Essa organização curricular prima ainda pelo respeito mútuo, quesito indispensável quando se pensa na inclusão social”, finaliza Suellen.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

vinte − 7 =