Hospital de Campanha de São Gonçalo começa a receber pacientes na quinta-feira (28)

Está programado para a manhã de quinta-feira (28) o recebimento de pacientes em tratamento do coronavírus no Hospital de Campanha de São Gonçalo, na Região Metropolitana II. Inicialmente o polo de atendimento estava prometido para o dia 17 e depois de muitas marcações, e remarcações, a unidade finalmente deverá começar a funcionar. A informação foi confirmada pela Organização Social Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas), responsável pelo Hospital de Campanha, no campo de futebol do Clube Mauá, na manhã dessa quarta-feira (27). Falta de repasse das prefeituras de Niterói e Maricá e até mesmo a operação da Polícia Federal de terça-feira (26) foram motivos para facilitar o atraso na inauguração.

O Iabas divulgou, em nota, que informou a Secretaria Estadual de Saúde (SES) que a abertura do hospital de campanha de São Gonçalo foi prejudicada pela operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal nos escritórios do instituto. Os policiais apreenderam indistintamente computadores e documentos, prejudicando a aquisição de medicamentos e equipamentos de proteção individual que e não puderam ser comprados devido ao embaraço causado pela operação. A operação impediu que o Iabas antecipasse a entrega do hospital para o dia 26 e cumpre dia 27, o cronograma de entregar o hospital nesta quarta-feira (28) à SES.

A Prefeitura de Niterói foi questionada sobre o repasse dos R$ 45 milhões que foi prometido para a administração municipal de São Gonçalo. Em nota esclareceu que não repassou para a SES a verba porque não foi apresentado um plano de trabalho detalhado de execução de serviços, o que era prerrogativa para a liberação. Já a Prefeitura de Maricá não se manifestou ainda sobre o assunto.

DETALHES

A SES informou que o deve começar a receber pacientes de forma gradativa e que eles chegarão até a unidade por meio da Central Estadual de Regulação. A orientação é para que as unidades sejam montadas para atender pacientes com sintomas respiratórios de baixa e média complexidade, funcionando como retaguarda clínica para unidades hospitalares permanentes que possuam Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e sejam definidas como referência para tratamento da Covid-19. A implantação dos hospitais de campanha será de responsabilidade dos estados, Distrito Federal e municípios. As unidades temporárias devem ser implantadas em anexo a unidades de saúde hospitalares ou se utilizar de equipamentos urbanos, como estádios de futebol ou centro de convenções, por exemplo.

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