Hospitais subutilizados poderiam amenizar a falta de leitos

Alguns municípios da Região Metropolitana II, como Niterói, São Gonçalo e Maricá, possuem equipamentos de saúde completamente prontos, mas ainda inutilizados, ou parcialmente funcionando, por questões administrativas. Os empreendimentos poderiam ser utilizados para aumentar o número de leitos disponíveis em caso do curto do coronavírus no Estado do Rio de Janeiro. Esse é o caso do Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (Iaserj), no Centro de Niterói; o Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara, no bairro São José do Imbassaí em Maricá; e a Policlínica Vila Três, no Vila Três em São Gonçalo. Esses dois últimos nunca foram abertos para a população.

O prédio de mais de cinco andares do Iaserj fica na Rua Saldanha Marinho, no Centro de Niterói, e oferece apenas sete tipos de atendimentos ambulatoriais: clínica médica, ginecologia, homeopatia, massagista, neurologia, nutrição e psicologia clínica. As consultas são realizadas no primeiro andar da unidade de saúde que tem vários andares com salas e consultórios montados, sem ser utilizado. “É um desperdício um prédio desse tamanho só ter sete especialidades para consulta. Com essa questão do coronavírus esse prédio poderia ter uma adaptação e ser polo de atendimento. O Governo do Estado poderia investir nesse espaço”, contou uma funcionária pública que não quis se identificar.

Em São Gonçalo a Policlínica Vila Três, no bairro Vila Três, está parcialmente construído desde 2011, faltando apenas pequenas obras e equipamentos, e é alvo de reclamações dos gonçalenses que pedem a abertura da unidade. O espaço terá um centro de imagem, centro ortopédico, além de oferecer exames de ressonância magnética, tomografia, raio-X e ultrassonografias. Também terá atendimento em várias especialidades como neurologia e dermatologia, por exemplo.

Jé em Maricá a situação é ainda mais fácil, já que Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara, na RJ-106 em São José do Imbassaí, está pronto e por questões administrativas não é inaugurado. Esse seria o terceiro equipamento de saúde da Região Metropolitana II que poderia ser utilizado para oferta de leitos em caso do surto do coronavírus. O hospital começou a ser construído em outubro de 2015 e tinha previsão de inauguração em 2016. Terá pronto atendimento 24h além de clínicos gerais, cirurgiões gerais, pediatras, anestesistas, ortopedistas, neurologistas, urologista, cardiologista além de infectologista e outras especialidades. Também é previsto um centro cirúrgico e dois Centros de Tratamento Intensivo (CTI), adulto e infantil.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) foi questionada sobre a possibilidade de usar essas unidades para tratamento de infectados pelo coronavírus, mas não se manifestou sobre o assunto. Já a Prefeitura de São Gonçalo informou que não é de interesse do município a inauguração da Policlínica Vila Três para ajudar com aumento de leitos do Estado para casos de coronavírus, pois o perfil da unidade é de atendimento ambulatorial e exames e não de internação. O município não tem nenhum caso da doença confirmado e portanto, está em estágio 0. Ainda de acordo com a nota já estão sendo providenciados leitos de retaguarda em outros locais que em breve serão divulgados.

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