Hospitais fechados em Niterói

Pagamento do abono salarial de 2020 é adiado para 2022

Por recomendação da Controladoria-Geral da União, os trabalhadores que deveriam receber o abono salarial de 2020 a partir do segundo semestre só terão acesso ao dinheiro em 2022. O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) aprovou resolução que muda o calendário de pagamento do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep).

Nos últimos anos, o benefício trabalhista começava a ser pago no segundo semestre de cada ano e terminava de ser pago no primeiro semestre do ano seguinte, obedecendo ao mês de nascimento do trabalhador, no caso do PIS, ou o dígito final da inscrição do servidor público, no caso do Pasep. Agora, o pagamento só começará no primeiro semestre do exercício fiscal seguinte.

O Codefat também decidiu que, a partir de 2022, o abono será pago sempre no primeiro semestre de cada ano. As datas de pagamento só serão divulgadas no início do próximo ano, quando a base de dados enviada pelos empregadores a partir de outubro de 2021 terminar de ser processada e a lista de beneficiários for concluída.

Segundo a Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, a mudança foi necessária para evitar o descumprimento de regras contábeis e financeiras, impedindo que despesas fossem divididas em dois anos. O órgão afirma que a medida não teve objetivo fiscal, no entanto, o adiamento resultará na economia de R$ 7,45 bilhões neste ano.

Governadores discutem valor do Conselho criado pelo presidente

O Presidente da República, Jair Bolsonaro, e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, durante declaração após reunião com os presidentes do Senado Federal, Câmara dos Deputados e Supremo Tribunal Federal, ministros e governadores.

Os chamados “governadores da oposição” ainda estão avaliando a fala do presidente Jair Bolsonaro, que anunciou a criação de um “conselho de gestão” de enfrentamento da pandemia, mas que está limitado aos cinco governadores aliados do senador Rodrigo Pacheco, com os quais se reuniu ontem. O presidente havia anunciado que também o STF seria representado e que as reuniões de avaliação seriam semanais.

Além das restrições oficiais quando os governadores e os prefeitos pretendiam fazer a compra direta das vacinas e o quadro não era tão grave como no inicio deste ano, ele buscou se isentar de responsabilidades e agora volta a anunciar compra de milhões de vacinas para serem distribuídas sem a chancela dos estados.

A coordenação proposta pelo presidente cabe ao presidente do Senado, não por eleição, mas por escolha pessoal, sem ouvir o STF, outros 16 governadores e sem indicar nenhum representante

dos prefeitos.

A Confederação Nacional dos Municípios protestou lembrando serem eles que têm a missão de promover o processo de vacinação e oferecer o atendimento básico em postos de saúdes e até em hospitais municipais.

Hospitais fechados em Niterói

Em meio a esta ameaça de colapso no atendimento hospitalar, Niterói tem uma situação peculiar: dois hospitais particulares fechados e em deterioração há quase duas décadas.

O Hospital Santa Cruz foi o gigante da saúde em Niterói e tornou-se modelar no início do atual segundo milênio da história. Tem dívidas trabalhistas e com a União, que lhe tirou a condição de entidade beneficente, embora administrado pela Sociedade Portuguesa de Beneficência de Niterói. Possui gigantesco espaço e áreas próprias, por exemplo, para processar equipamentos com oxigênio.

O Hospital São Paulo, na rua Fagundes Varela, com quatro pavimentos, fechou após o falecimento do seu criador, Paulo Bastos, e tem uma longa disputa judicial.

Já no início do agravamento da crise, que vai se prolongar, caberia uma união do Ministério da Saúde (e do SUS), do Governo do Estado, da Prefeitura, do Ministério Público e dos órgãos judiciais onde tramitam processos envolvendo suas questões para determinar que sejam reabertos ainda que apenas em situação emergencial, sob intervenção do Governo.

Temos o remédio mas não quem queira aplicá-lo.

Enciclopédia humana

A Internet é uma importante fonte de pesquisas.

Para quem faz jornalismo em Niterói, mais importante são livros de autores locais sobre temas e figuras da cidade.

Num momento como este da perda de Mário Dias, a coleção enciclopédica do saudoso Luis Antonio Pimentel seria a fonte de consulta de seus dados históricos. Mas entre os capítulos “Gente de Jornal” e “Eles nasceram em Niterói” não achamos a biografia completa do jornalista falecido, mesmo tendo Pimentel publicado mais de 3000 biografias aqui em “A Tribuna”, onde trabalhava com o amigo Mário Dias.

Basicamente eram homenagens a figuras falecidas ou a militantes, ainda vivos, nascidos na ex-capital fluminense.

Mário Dias, como o ex-prefeito Rodrigo Neves e muitos outros líderes niteroienses não poderiam figurar: nasceram em São Gonçalo.

Cabe aos municípios incentivar autores locais e levar seus órgãos a perenizarem figuras locais de ontem e de hoje, nascidas em suas terras ou onde nelas desenvolveram suas atividades.

Populações extintas

Apenas nove dos 92 municípios contam com núcleos populacionais na grandeza numérica das mortes registradas no Brasil, segundo país com mais óbitos registrados em todas as nações do mundo, superando até a China e a Índia que contam, cada, com populações superiores em cinco e seis o número de habitantes.

Fora a capital estão acima das três centenas de milhares de pessoas falecidas os núcleos populacionais de São Gonçalo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Niterói, Campos dos Goytacazes, Belford Roxo, São João do Meriti e Petrópolis, este com 306,6 mil habitantes.

Entre as capitais de Estado, Palmas (Tocantins) conta com 306,2 mil moradores.

Sem idosos

Se o número fatídico for comparado com os contingentes de faixas etárias, em Niterói teriam sido extintos todos os maiores de 44 anos de idade.

Embora a Secretaria Estadual tenha registrado 1,2 mil mortes em Niterói, a Prefeitura manteve baixos os seus números. No boletim de ontem a Secretaria Municipal informa que foram 899 as vidas perdidas na cidade.

A Vacinômetro indica que a cidade vacinou 53.976 pessoas (1ª dose) e mais 16.999 com a segunda.

O indicador é bom pois passa de 13% do total de habitantes.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

vinte + dezenove =