Homicídios suspeita de deputada e cinco filhos na morte de pastor

Com a confissão de Flávio Rodrigues de Souza, de 38 anos, de envolvimento na morte do pastor Anderson do Carmo – marido da deputada federal e cantora gospel Flordelis -, no domingo passado, a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) passou a suspeitar diretamente de cinco pessoas (inclusive da parlamentar) da mesma família na morte da vítima.
Flávio, filho biológico de Flordelis, revelou durante acareação à Polícia Civil que teve participação na morte do pai adotivo, junto com um dos filhos adotivos da deputada, Lucas dos Santos, de 18 anos. Ele confessou ainda que efetuou seis disparos contra o pai adotivo e que teria adquirido a arma usada no crime junto com Lucas. Vale lembrar que o pastor foi atingido por pelo menos 15 tiros. Os dois irmãos já se encontravam presos pela DH, por outros delitos, e agora tiveram a prisão temporária decretada (por 30 dias) pela justiça também pela morte de Anderson do Carmo, como homicídio qualificado. A especializada também apura informe de um outro filho de Flordelis, que aponta para o envolvimento da mãe e de mais três irmãs na morte do pai, totalizando seis pessoas. De acordo com as informações que estão sendo checadas, Lucas teria recebido uma proposta de R$ 10 mil para matar o padrasto. A deputada afirmou por meio da assessoria que não irá se posicionar sobre esses informes e as novas acusações, entre elas a de que Flordelis e três irmãs colocavam remédio na comida do pastor. Essa seria a causa de seus problemas de saúde. Ele contou também que Anderson mostrou uma ameaça de morte que tinha recebido em fevereiro através de mensagem no celular, mesmo aparelho que ainda não encontrado.
Mesmo com o importante depoimento de mais esse filho de Flordelis, informando que o aparelho celular do pastor teria sido entregue para a deputada, o telefone não foi entregue para a polícia e não foi encontrado durante a reconstituição e trabalho de peritos, na residência situada na Rua Cruzeiro, em Pendotiba. Foi lá que a DH localizou a arma usada no crimes, escondida em cima de um armário, no quarto de Flávio. Ainda de acordo com o depoimento do filho adotivo, que não teve a identificação revelada, Flordelis já teria afirmado que “a hora do pai estava chegando”.

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