Boechat é homenageado e dá nome a Centro de Convivência

Raquel Morais

O espaço de convivência na Avenida Quintino Bocaiúva, em São Francisco, na altura no número 251, ganhou um novo nome. Foi sancionada ontem a Lei 3555/20 que batiza o local como “Espaço de Convivência Jornalista Ricardo Boechat”, em forma de homenagem ao jornalista, que morreu em um acidente de helicóptero em janeiro de 2019.

A área fica no calçadão da Praia de São Francisco e é cercado de pedras, formando um recanto no meio da linda paisagem do bairro. Nesse espaço Boechat se reunia com os amigos, jogava futebol e apreciava a cidade que tanto amava. O irmão do jornalista, o vereador eleito Carlos Boechat, fez questão de mostrar sua emoção ao saber da formalização desse projeto.

“Fomos criados em São Francisco e ele casou e teve três filhos que nasceram em Niterói. Fico, assim como toda a família, muito orgulhoso por Niterói prestar essa singela, mas muito significativa, homenagem. Esse é recanto muito simbólico na vida dele pois era ali que ele se reunia com os amigos para bater uma bola. Adorava cada momento. Não é nada grandioso mas é ao estilo dele. Fica meu agradecimento por aceitarem a sugestão da família e por transformarem em realidade tal desejo”, comentou. Boechat.

Autor do projeto de lei, o vereador Paulo Bagueira, vice-prefeito eleito, explicou que a proposta teve como princípio a escolha do local, uma indicação da família.

“O grande jornalista Ricardo Boechat nos deixou no ano passado de um forma trágica e inesperada. Neste local ele viveu desde a sua infância e continuava a frequentar, mesmo depois de se tornar um dos mais importantes jornalistas do país. Ali ele se reunia com os amigos para jogar futebol de areia, trocar ideias e polemizar sobre os mais diferentes assuntos. A homenagem faz justiça a esse profissional que sempre destacou em todas as suas passagens pela mídia brasileira, do seu carinho, amor e devoção à cidade de Niterói que sua família escolheu para viver. Fico honrado e orgulhoso de ser o autor dessa iniciativa que é singela, mas cercada de um grande significado”, frisou.

O jornalista morreu aos 66 anos no dia 19 de fevereiro de 2019 após a queda do helicóptero em que estava, na Rodovia Anhanguera, em São Paulo. Na época ele estava trabalhando como apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM além de ser colunista da revista ISTOÉ. Além dele o piloto Ronaldo Quattrucci também morreu no acidente. O helicóptero caiu e bateu em um caminhão, mas o motorista teve apenas ferimentos leves.

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