Homem morre durante salto de parapente em Itacoatiara

Na manhã desta segunda-feira (22) um homem morreu ao sofrer um acidente durante um salto de parapente, no Costão de Itacoatiara, na Região Oceânica de Niterói. Identificado como Gabriel Monteiro Barros Patrocínio, 31 anos, ele fez o último salto, na modalidade speed fly, por volta das 10h, e durante a realização de manobras teria batido numa encosta e rolado pelas pedras. Ainda não se sabe o real motivo do acidente e nem se as condições climáticas estavam propícias para o voo.

Gabriel era conhecido entre os amigos como ‘homem pássaro’ ou ‘Chico Bento’, morava na Região Oceânica, mas segundo amigos do jovem o que ele mais amava fazer era ‘voar’. Ele teria saltado do Costão, prática comum na modalidade e inclusive registrado em muitos vídeos e fotos em suas redes sociais, mas algum problema ocasionou a perda do controle. A questão climática e a possibilidade dele ter tropeçado e caído antes mesmo do salto também foram citados pelos amigos do jovem. Um surfista que estava na praia de Itacoatiara também afirmou ter visto Gabriel batendo nas pedras e caído no local conhecido como ‘escritório’; que é de difícil acesso.

De acordo com o 4º Grupamento Marítimo (GMAR), um trabalho de resgate foi realizado por volta das 10h, com ajuda de um helicóptero do Corpo de Bombeiros. O corpo do jovem foi colocado na areia da praia para realização dos primeiros socorros mas ele já estava em óbito, segundo militares.

O vice-presidente do Clube Oceânico de Voo Livre (COVL), Marcelo Wellber, 45 anos, que também faz parte da Confederação Brasileira de Voo Livre, lamentou a morte do colega.

“Lamentamos muito essa fatalidade, apesar de radical, o esporte é muito seguro em todas as modalidades do voo livre. Não deu tempo da gente analisar ainda as condições climáticas da região no momento do salto e isso é muito variável. No mesmo momento que ele saltou em Niterói, em Maricá o vento estava em Leste o que não é bom para voo. A modalidade que ele saltava, speed fly atinge em média 50 quilômetros por hora, enquanto o parapente atinge até 30; além de não ter um equipamento reserva”, exemplificou o profissional que há 16 anos trabalha com voo livre.

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