Histórias de luta e superação

Raquel Morais

De frágil elas não têm nada e colocam por terra esse estigma em torno do sexo feminino. No próximo dia 8 é comemorado o Dia Internacional da Mulher e A TRIBUNA selecionou algumas mulheres, de diferentes gerações, para contarem um pouco da própria história. Elas podem ser empresárias, donas de casa, personalidades e até ativistas, mas não deixam de se valorizarem como mulheres fortes e para lá de determinadas.
A niteroiense Labouré Lima, de 64 anos, coleciona 26 anos À frente da sua editora, a Muiraquitã, tradicional na cidade, que já coleciona mais de 300 títulos publicados. De família tradicional da Vila Pereira Carneiro, na Ponta da Areia, a empresária trocou as passarelas pelo universo dos livros em 1991 e hoje se orgulha do patrimônio que conquistou.

“Mas a minha maior conquista é servir de espelho para minhas filhas. A prova disso é que minha caçula, depois de morar em vários países, está na direção da editora. A mais velha também seguiu meus passos e trabalha no negócio. Nós mulheres temos capacidade de ser múltiplas e consigo me desdobrar e me multiplicar em várias frentes. Isso nos permite enfrentar a luta do dia a dia, que é no trabalho e em casa. A vida é uma roda gigante e as vezes paramos no alto e as vezes no baixo e a mulher tem que ser forte para lidar com isso”, comentou.

Outra niteroiense que levanta a bandeira feminina é uma queridinha, não só da cidade sorriso, mas de todo o país. Conhecida popularmente como Dona Hermínia, a professora aposentada Déa Lúcia Amaral, de 70 anos, não passa despercebida por onde anda. A também mãe do humorista Paulo Gustavo coleciona muitas referências, mas não deixa de lado uma única característica: a de ser mãe._MAF4266

“Eu acho que as mulheres se desdobram em mil e conseguem cumprir com todos os papéis. Mas eu acho que ser mãe é o meu maior papel”, explicou. Na área da educação, Déa também marcou presença por onde passou. “Trabalhei como animadora cultural e foi onde me encontrei e me realizei. Muitos alunos passaram pelas minhas atividades e fico emocionada em saber que fiz a diferença na vida de algumas pessoas. O amor é fundamental e acho que só o amor ao próximo pode fazer a diferença no mundo. Para ser uma grande mulher falta muito, mas acho que estou no comecinho”, brincou.

E a nova geração de mulheres niteroiense já começa a ganhar nome na cidade através da sua história de perseverança e autocontrole. A jovem Luciana Lage, de 30 anos, começou a pensar sua condição com o álcool em 2014, quando levou um tombo grave na Praia da Boa Viagem após passar mais de 18 horas bebendo. Mas em janeiro de 2015 se identificou como alcoólatra e começou um tratamento que, como ela mesmo explica, será para sempre. Os depoimentos do seu tratamento em redes sociais e entrevistas em jornais da cidade e programas de televisão fizeram a jovem servir de inspiração para muitos outros da mesma faixa etária na cidade.

“Resolvi levantar essa bandeira e vi que essa era a missão da minha vida. Eu não tem medo de falar sobre minhas experiências e, independentemente do que faço, tento prestar toda a ajuda que recebi e recebo. E defendo que a informação dada desde cedo é a melhor forma para educar, lutar contra preconceitos e salvar vidas”, explicou Luciana, que recebe centenas de mensagens e telefonemas de jovens e adultos em busca da ‘cura’ do alcoolismo. “Sou convidada para participar de palestras sobre o tema sem vergonha de me expor e, além de me ajudar, também ajudo muitas pessoas”, finalizou a moradora de Icaraí.

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