História de superação no bicicross

A determinação e o talento do macaense Silas Andrade Alves da Silva, 12 anos, têm garantido destaque internacional ao atleta mirim. Este mês ele representou o Estado do Rio de Janeiro na Copa Latino-americana de BMX 2018, em Sucre, na Bolívia. Silas ficou em sexto lugar na competição, que ainda tem mais três etapas na Colômbia, Chile e Argentina. Com agenda cheia, nesta sexta-feira (23), ele seguiu para Jacareí-SP, onde participa, neste fim de semana, da 2º Etapa do Campeonato Paulista de BMX 2018.

Esta semana, Silas e sua mãe, a psicopedagoga Jane Andrade Alves, foram recebidos pelo prefeito Dr. Aluizio. “Era uma vontade dele mostrar ao prefeito a sua atuação, que tem levado o nome da cidade a competições nacionais e internacionais”, disse Jane.

O prefeito agradeceu a visita e por Silas representar a cidade tão bem através do esporte. “Ter talento e vontade é para campeão”, pontuou Dr. Aluizio.

Silas contou que a vida de atleta é cheia de compromissos e que todo esforço dele e de sua família é válido, pois seu maior sonho é ser campeão mundial. “O dia a dia é puxado, mas quando chego nas competições e subo no pódio compensa todo trabalho”,confessou.

A mãe ressaltou todo esforço do filho que, mesmo com todos os problemas de visão, quis voltar às pistas. “O Silas tem me ensinado a não desistir dos sonhos e que sua paixão pelo esporte é maior que qualquer adversidade. O esporte na vida do Silas é remédio e resgate da autoestima”.

Pela manhã, vai para escola, onde cursa o oitavo ano. Já as tardes e noites são dedicadas aos treinos. Às segundas, quartas e sextas-feiras ele treina na academia com personal e às terças, quintas e sábados o treino é na pista de bicicross no Parque Aeroporto, onde funciona o projeto Macaé Pró-Bike. Na pista, ele conta com a orientação e apoio técnico de Eduardo Jandre, instrutor da pista e do campeão brasileiro e oitavo melhor do mundo, Gustavo Mesquita.

Superação
Com apenas 12 anos e sem a visão na vista esquerda, Silas tem muitas histórias de superação. Com menos de um ano na vida esportiva ele foi submetido, em 2016, a uma cirurgia no olho esquerdo por conta de um deslocamento de retina decorrente de um tumor vascular, conhecido como doença de Coats.

Na ocasião, Silas ficou afastado das pistas por três meses, mas não desistiu do seu sonho e voltou em 2017. A volta do menino foi um sucesso e confirmou sua capacidade de se adaptar às mudanças. Das 16 corridas em que participou, em 15 ele subiu no pódio. Mas o ano de 2017 também não foi só de troféus e medalhas. Quando pensou que iria, finalmente, realizar o seu sonho, participar de uma competição mundial, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, ele descobriu outro tumor e foi submetido a uma nova cirurgia. Depois de três meses voltou às competições e fechou a temporada de 2017 como o quarto colocado no ranking brasileiro em sua categoria.

Para Silas participar das competições a família toda não mede esforços. Os pais trabalham em dobro para ver o filho nas pistas.

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