História de Flordelis gera interesse de produtora internacional

A grande repercussão do caso Flordelis ganhou mais um nível. Uma produtora dos Estados Unidos com interesse de comercializar o filme “Flordelis — Basta uma palavra para mudar” fez uma proposta de compra dos direitos aos produtores originais do filme. Tendo como diretor executivo o falecido marido assassinado de Flordelis, Anderson do Carmo, o longa estreou em 9 de outubro de 2009. A empresa com sede em Los Angeles precisa consultar a deputada e ter dela a aprovação para o projeto.  

O filme que retratou as obras sociais feitas por Flordleis teve a participação de grandes atrizes e atores voluntariamente sem receberem cachê como Rodrigo Hilbert (interpretando Israel), Letícia Sabatella (Eliane), Débora Secco (Simone) e Bruna Marquezine (Rayane). O papel de Anderson coube ao ator Marcello Anthony. Apontada pela Polícia Civil e Ministério Público do Rio de Janeiro como a mandante do assassinato do próprio marido no ano passado em Niterói, Flordelis interpretou ela mesma na produção. O filme foi roteirizado por Ed Nobrega e dirigido por Marco Antonio Ferraz. Sua distribuição foi realizada pela Films/Serendip Filmes.

A trilha sonora do filme “Flordelis — Basta uma palavra para mudar”contou com a trilha sonora produzida pela antiga gravadora de Flordelis, a MK Music Art. Flordelis perdeu o contrato com a gravadora no dia 27 de agosto deste ano. A gravadora pertence ao padrinho político de Flordelis, o senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ), e da esposa dele, Yvelise de Oliveira. O  filme que despertou o interesse da produtora estadunidense estreou em 2009 no Festival do Rio.

Flordelis é ré no caso do homicídio do seu marido Anderson do Carmo. A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro apontou a deputada como a mandante da morte do próprio marido. O pastor Anderson do Carmo foi morto a tiros na garagem de casa, em Pendotiba, na madrugada de 16 de junho de 2019. Das 11 pessoas indiciadas até o momento pelo crime, apenas Flordelis segue em liberdade por conta da sua imunidade parlamentar.  A deputada enfrenta um processo na Câmara dos Deputados sobre a sua possível quebra de decoro parlamentar e que pode levar a cassação do seu mandato e consequentemente sua prisão.  

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