Herança pode ter motivado assassinato de família em SG

Augusto Aguiar
Geovanne Mendes

O delegado-titular da Divisão de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG), Fábio Barucke, informou nesta segunda-feira (20), em entrevista coletiva, que a Polícia Civil acredita que a família morta na madrugada da sexta-feira passada em São Gonçalo, no Barro Vermelho, foi vítima de uma disputa de herança. Uma das vítimas, Soraya, era adotada e brigava há 20 anos com a irmã e filha biológica pela partilha dos bens deixados pelo patriarca da família, que inclui um posto de gasolina na cidade e um prédio familiar de quatro andares, com 16 apartamentos. A irmã da vítima e seus sobrinhos, que não tinham um bom relacionamento, estão sendo investigados, inclusive o telefone celular da irmã da vítima foi apreendido e está sendo analisado, porém já foi observado pelos peritos, durante uma análise prévia de que mensagens foram apagadas do celular. Nos próximos dias essas mensagens serão recuperadas por peritos.

Fabio Barucke informou que está analisando imagens de câmeras de segurança das proximidades e já adiantou que três homens em um carro estiveram no endereço das vítimas duas vezes ao longo da sexta-feira e que um deles urinou em um poste. A polícia já solicitou a análise da urina.

O delegado informou ainda que o crime foi cometido com silenciadores nas armas, já que nenhum vizinho próximo ouviu tiros durante a madrugada e destacou que o crime foi cometido por amadores, que deixaram muitas pistas, o que tornará o desfecho desta história mais rápido possível.

“Esse crime foi cometido por disputa de herança, sem dúvida, e usaram silenciadores, o que explica o fato de nenhum vizinho ter ouvido nada. Estamos investigando as imagens, encontramos dois dentes, o que indica que o autor do crime se confundiu e durante o nervosismo talvez tenha dado um tiro no próprio rosto, o que faz com que tenhamos atenção dobrada agora com os hospitais particulares, já que na rede pública nenhum caso deu entrada. De acordo com peritos, a pessoa se feriu com um tiro que entrou de um lado da face e saiu do outro lado, o que explica os dois dentes encontrados na raiz e carbonizados. Já recolhemos o celular da suspeita, irmã de Soraya e iremos analisar as mensagens apagadas. Também é preciso dizer que os criminosos entraram as 3h50min da madrugada e saíram do prédio uma hora depois. Em breve esse triplo homicídio será desvendado, tamanha as falhas dos assassinos”, concluiu o delegado.

O Caso
O Disque Denúncia lançou ontem um cartaz para receber informações que possam ajudar a polícia a identificar quem matou uma família em São Gonçalo na madrugada da sexta-feira passada. O advogado Wagner da Silva, Soraya Gonçalves e a filha do casal, Geovana, de 10 anos, foram mortos a tiros. O crime estarreceu a cidade de São Gonçalo, sobretudo os moradores do Barro Vermelho. A Divisão de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) trabalha na investigação. O Disque Denúncia pede que quem tiver alguma informação sobre o caso e possa ajudar ligue para (21) 2253-1177. A recompensa é de R$ 1 mil.

Wagner da Silva era diretor de eventos e conselheiro da seção São Gonçalo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Os corpos das vítimas foram sepultados no fim de semana no Cemitério de São Gonçalo.

Informações sobre os possíveis autores do assassinato podem ser repassadas ao Disque-Denúncia (2253-1177), para a Central de Atendimento ao Cidadão nos telefones (21) 2334-8823 ou 2334-8835 ou pelo Whatsapp (21) 98197-2424.

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