HemoNit celebra Dia Nacional do Doador de Sangue com entrega de brindes

Hemocentros de todo país celebram, nesta quinta-feira (25), o Dia Nacional do Doador de Sangue. A data foi criada para homenagear as pessoas que, de maneira praticamente anônima, ajudam a salvar vidas diariamente através do simples gesto solidário de doar sangue. Referência na cidade, o HemoNit, situado no Hospital Universitário Antônio Pedro, iniciou, desde a última terça-feira (23), uma campanha de distribuição de brindes criados especialmente para homenagear os doadores de sangue de Niterói.

O Dia Nacional do Doador de Sangue foi estabelecido através do Decreto de Lei nº 53.988, de 30 de junho de 196. O dia 25 de novembro foi escolhido por ser a data de aniversário da fundação da Associação Brasileira de Doadores Voluntários de Sangue. No restante do mundo, a data é celebrada no dia 14 de junho, quando se comemora o Dia Mundial do Doador de Sangue.

Reportagem especial de A TRIBUNA foi ao Hospital Universitário Antônio Pedro para conhecer um pouco da rotina do HemoNit e ouvir dos especialistas o impacto causado pela pandemia e qual a atual situação em que se encontra a doação de sangue, em Niterói.

A médica hematologista Berta Santos, que está no HemoNit há 4 anos, comenta que o hemocentro, assim como diversos outros espalhados pelo país, passaram por diversos períodos críticos ao longo da pandemia. Ela explica que, para aumentar o estoque de sangue, o Hospital Universitário Antônio Pedro precisou adotar medidas que conseguissem manter a doação minimamente funcionando durante esse período. Dentre as estratégias adotadas, o HemoNit realizou coleta de sangue através de agendamento prévio.

No entanto, passado o período mais difícil, com o avanço da vacinação, a médica comemora os primeiros sinais de recuperação do estoque de sangue do hospital. A hematologista destaca que o HemoNit ainda está muito distante de atingir uma realidade que possa ser considerada ideal, o que, aliás, a médica afirma jamais ter acontecido.

“A pandemia impactou o mundo inteiro. As pessoas sumiram dos hemocentros por medo de se infectarem com o coronavírus. Com isso, todos os bancos de sangue precisaram se mobilizar para mostrar que a situação nos ambientes de coleta era seguro. Agora, aos poucos, após um ano e meio, estamos tentando retomar o movimento que existia antes, no período pré-pandemia. Ainda temos um déficit alto para conseguir manter o estoque do hospital atualizado, mas a situação já melhorou bastante”, garante Berta.

A hematologista Berta Santos destaca que o HemoNit ainda está muito distante de atingir uma realidade que possa ser considerada ideal

Sobre a semana comemorativa, Berta destaca que o HemoNit recebeu decoração temática para criar um ambiente mais acolhedor para os doadores e está distribuindo brindes criados especialmente para a data comemorativa. “A grande novidade criada para este ano é ‘Hemofante’: um dispositivo feito na impressora 3D do hospital, que é um suporte para celular em forma de elefante”, descreve a médica.

A hematologista alerta que nunca é demais realizar campanhas que destaquem a importância da doação de sangue, pois “em nossa sociedade, no geral, ainda se doa sangue abaixo do que é necessário para abastecer os estoques dos hospitais. A mobilização da população ainda não é o que gostaríamos, nem o que poderíamos conseguir. Nossa unidade é considerada um hemocentro regional, instalada num hospital de alta complexidade, que possui unidades para tratamento de câncer, leucemia, centro de traumatologia. Além disso, o hospital também realiza cirurgias de alta complexidade, como cirurgias cardíacas, cirurgias de câncer, por exemplo. Toda essa engrenagem necessita de sangue e seus hemocomponentes para funcionar. Então, precisamos de doação diariamente”, esclarece a hematologista.

Na sala de coleta, um grupo de três amigos, membros da Igreja Batista Jardim Icaraí, falaram da emoção em doar sangue pela primeira vez. Coube ao estudante Marcos Felipe Andrade (24 anos), relatar a importância que aquele momento significou para o grupo.

“Eu e meus amigos da Igreja nos mobilizamos para vir aqui participar da campanha de doação de sangue. Uma de nossas colegas, estudante de medicina, é estagiária do Hospital Antônio Pedro e ela nos apresentou a questão sobre os níveis críticos em que se encontram os estoque de sangue da unidade hospitalar. Resolvemos, então, nos unir e tentar ajudar a melhorar essa situação. Relatamos, durante o culto do último domingo, a situação em que se encontra os estoques de sangue do hospital, e divulgamos local e horário de funcionamento do hemocentro para que outros membros da Igreja também possam vir até aqui fazer a doação. Fora o que todos falam ‘que doar sangue é uma questão vital para quem precisa’, é preciso lembrar que muitas cirurgias deixam de ser realizadas devido à falta de sangue”, explica o jovem estudante.

Um grupo de três amigos da Igreja Batista Jardim Icaraí falaram da emoção em doar sangue pela primeira vez

Retornando ao HemoNit para doar sangue pela segunda vez, o garçom Luiz Augusto Almeida destaca a importância da emoção em doar para salvar vidas não ficar restrita a uma única vez.

“Superei o medo da agulha e estou voltando por vontade própria, sem ter sido solicitado por ninguém. Pretendo voltar outras vezes. Em 30 dias pretendo doar plaquetas, partindo para uma nova fase e ajudando ainda mais”, relata Luiz Augusto que faz questão de mandar um recado para aqueles que ainda sentem algum receio em doar: “É só vir, que já se supera o medo. Nem é preciso superar, basta chegar aqui e pronto, o medo desaparece”, conclui.

Apesar de amplamente divulgado, os profissionais do HemoNit destacam que nunca é demais lembrar os requisitos e os impedimentos para a doação de sangue:

Requisitos para doar:

Apresentar documento original, com foto, emitido por órgão oficial;

Estar em boas condições de saúde;

Ter entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos (menores precisam apresentar autorização de pais ou responsáveis);

Pesar mínimo de 50 quilos;

Estar descansado (ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas);

Estar alimentado (evitar alimentação gordurosa nas 4 horas que antecedem a doação) e hidratado. Se for pela manhã, fazer refeição leve, sem gorduras, como café, bolo, pão, cereais e frutas;

Estar com frequência cardíaca/pulso regulares, entre 50 e 100 batimentos/pulsação por minuto.

Impedimentos para doar:

Febre, diarreia, gripe ou resfriado;

Vacina contra sarampo nos últimos 30 dias;

Ingestão de bebida alcoólica 12 horas antes da doação;

Ter fumado 2h antes da doação;

Gravidez ou amamentação, se o parto ocorreu há menos de 12 meses;

Tatuagem/maquiagem definitiva nos últimos 12 meses;

Riscos de doenças sexualmente transmissíveis;

Exame endoscópico nos últimos 6 meses;

Malária, Hepatite, AIDS, Doença de Chagas;

Diabetes tipos I e II ou insulinodependentes.

O HomoNit lembra que o ambiente para doação de sangue no Hospital Universitário Antônio Pedro é totalmente seguro, estando isolado das demais alas da unidade. O procedimento é simples, sendo realizado através de uma simples ‘picada’ de agulha, e rápido, levando, no máximo, 40 minutos para realização de todo procedimento. Quem preferir, pode agendar o atendimento através do telefone 2629-9063.

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