Hemocentros precisam de doações de sangue

Raquel Morais –

O Hemocentro do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap) está funcionando com apenas 66% da quantidade de sangue e plaquetas necessárias. Ao longo dos meses os captadores atendem uma média de 300 pessoas e, segundo os responsáveis pela coleta de sangue, seriam ideais 450 doadores por mês, ou 50% a mais. O sangue doado é para uso do próprio hospital e é enviado para rede pública de saúde quando necessário.

No final do ano aumenta a necessidade de maior doação de sangue pela maior quantidade de acidentes de trânsito, por exemplo. O hemocentro da UFF vai funcionar até sexta-feira (29), sempre de 8h às 12h. “Uma bolsa de sangue pode salvar quatro pessoas e contamos com a solidariedade da pessoa, pois ainda não existe um sangue sintético ou fábrica de sangue. As pessoas têm que ter consciência, ainda mais que é algo que qualquer um pode precisar”, comentou a médica do hospital universitário Fernanda Azevedo. A doutora reforçou que a doação de sangue dura em média 15 minutos e de plaqueta demora um pouco mais, cerca de uma hora e meia. “É um ato de solidariedade e o que importa é a boa ação de doar algo simples”, completou Fernanda.

A cozinheira Lenilde Moreira, de 52 anos, virou doadora de sangue em 2009, após ver a necessidade de pacientes graves receberem sangue e plaquetas. Ela perdeu um filho em 2007 vítima de acidente de trânsito e meses depois outro filho se acidentou. “Ele ficou internado 18 dias e nesse quase um mês no hospital entendi a importância desse ato. Acho que todos devem repensar essas atitudes, que são simples, e podem realmente salvar vidas”, comentou.

A técnica em hemoterapia Aline Barreto, de 36 anos, parabenizou a atitude da amiga. “Já conheço a Lenilde há anos. Ela é fiel na doação”, brincou.
Na Clínica de Hemoterapia, no Centro de Niterói, a direção da unidade também percebe a diminuição nas doações. Por dia eles atendem uma média de 100 doadores e, no final do ano, esse número cai 50%. “Principalmente nessa lacuna entre novembro (com muitos feriados), dezembro (com as festas de final de ano) e janeiro (com as férias), temos um decréscimo muito grande de doação. Junto com isso temos o aumento do número de acidentes e sempre é importante doar sangue, em uma constante, já que o sangue tem validade”, resumiu Pedro Cundare, responsável pela captação. O espaço vai funcionar até sexta-feira, das 7h às 16h, e no sábado, das 8h às 12h.

Segundo o Ministério da Saúde, para ser um doador basta ter mais de 50 quilos, ter entre 18 e 69 anos e em caso de menores, de 16 e 17 anos, é preciso uma autorização do responsável. Voluntários que tiveram hepatite e que estão expostos à doenças transmissíveis pelo sangue como aids, hepatite, sífilis e doença de Chagas, usuários de drogas, aqueles que tiveram relacionamento sexual com parceiro desconhecido ou eventual sem uso de preservativos, e mulheres grávidas ou amamentando, não podem doar sangue.

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