Helil exonera 600 servidores na Prefeitura de Itaboraí

Anderson Carvalho

Em virtude da continuidade da crise econômica e para adequar o município à Lei de Responsabilidade Fiscal, o prefeito de Itaborai, Helil Cardozo, determinou a exoneração de 600 servidores comissionados da prefeitura, em todas as áreas do governo, logo após as eleições. As exonerações já começaram e serão proporcionalmente iguais em cada órgão. Cardozo se reunira com os secretários e pedira a eles um estudo sobre como poderia ser o corte em cada secretaria ou autarquia.

Entre dezembro do ano passado e o início deste ano, o chefe do Poder Executivo exonerara mil servidores com cargos em comissão (de indicação política). Além de ter exonerado 11 dos 21 secretários municipais e redistribuído as secretarias entre aqueles que permaneceram nos cargos, passando a acumular funções. O objetivo foi economizar cerca de R$ 1 milhão com redução na folha de pagamento. No ano passado, com a paralisação das obras do Complexo Petroquímico do Estado do Rio (Comperj) e a crise econômica que se abateu sobre o estado e o país, houve uma queda de mais de 50% na arrecadação.

Congelamento – A mesma crise fez Cardozo sancionar lei congelando o salário dele, do vice-prefeito e dos secretários para os próximos quatro anos. A lei já fora aprovada pela Câmara no final de setembro. O chefe do Poder Executivo continua recebendo por mês R$ 22 mil; o vice, R$ 17.600 e os secretários, R$ 12 mil. O congelamento começa a valer a partir de 1º de janeiro de 2017.

No caso do vice assumir alguma secretaria na prefeitura, ele deverá optar por receber ou o vencimento do mandato eletivo ou o do secretário. Tanto o salário do prefeito, como do vice e dos secretários serão pagos na mesma data que a dos demais servidores públicos municipais. Os 15 vereadores da cidade continuam ganhando vencimento de R$ 10 mil.

Em março de 2015, diante da grave crise enfrentada pela prefeitura e a dificuldade em pagar os salários dos servidores e prestadores de serviço (de empresas terceirizadas), Helil reduziu em 20% os salários dele, do vice Audir Santana e dos secretários. O chefe do Executivo passou a receber R$ 17.600. Agora, com a lei, manteve para os próximos quatro anos os salários antigos.

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