Helil culpa o Comperj pelos problemas em seu governo

Anderson Carvalho

Prestes a encerrar o seu mandato, o prefeito de Itaboraí, Helil Cardozo, responsabiliza a paralisação das obras do Complexo Petroquímico do Estado do Rio (Comperj), pela crise econômica no município e a queda de arrecadação da prefeitura, o que dificultou o pagamento de empresas terceirizadas na saúde e educação, além de realização de obras de infraestrutura. O peemedebista, afilhado político do deputado federal cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), preso pela Polícia Federal em Curitiba (PR) pela Operação Lava Jato, tentou a reeleição, mas, foi o quinto e último colocado, com apenas 5.684 votos.

“Foi uma administração dividida em duas fases distintas. Nos dois primeiros anos, quando as obras do Comperj geravam cerca de R$ 23 milhões/mês de ISS, tínhamos uma arrecadação adequada e pudemos investir em muitas melhorias para a cidade. Mas, a partir de 2015, com a paralisação do Comperj, a arrecadação municipal despencou, entramos numa crise profunda, e tivemos que administrar uma crise sem precedentes”, justificou o chefe do Poder Executivo.

Ao sucessor, o prefeito eleito Sadinoel Gomes (PMB), ele garante que vai deixar uma prefeitura com os salários de novembro já pagos e uma gestão pública em ordem. “A Prefeitura enfrenta uma grave queda de arrecadação, causada pela paralização da sobras do Comperj e também pela crise geral que abala o Estado e o País. Mesmo assim, estamos com os salários de novembro em dia para todos os servidores concursados, comissionados e contratados, exceto o 13º, que vamos tentar pagar até o fim desse mês. Também estou entregando uma cidade mais organizada em termos de gestão pública”, garantiu Helil.

Entre as principais realizações nos dois primeiros anos, o peemedebista citou obras de pavimentação, na área social, saúde e educação. “Asfaltamos mais de 100 ruas, criamos a primeira Clínica-Escola do Autista do país, inauguramos as primeiras creche e escola em tempo integral de Itaboraí, equipamos o hospital municipal com camas elétricas, tomógrafo digital e televisões de plasma nas enfermarias. Implementamos um pronto-socorro infantil que, antes de nossa gestão, funcionava numa tenda improvisada na frente do hospital. Estamos entregando praticamente pronto um Centro de Reabilitação inédito na cidade, e também estamos com obras bem adiantadas do Centro de Comércio Popular. Conseguimos praticamente terminar a primeira parte das obras de revitalização da Avenida 22 de Maio e fizemos uma revolução no campo, passando de 7% para 40% o índice de produtos da agricultura familiar na merenda escolar”, contou.

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