Guerra do tráfico voltar deixar PM em alerta no “Fonsequsitão”

Augusto Aguiar –

Agentes do Serviço de Inteligência do 12º BPM (Niterói) e policiais civis da Divisão de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) estão realizando trabalho de levantamento para apurar e constatar as circunstâncias de um confronto entre traficantes rivais, no interior da comunidade Nova Brasília, na Engenhoca, Zona Norte da cidade, na madrugada de domingo (06). Durante vários dias poucas ocorrências na região, apelidada de “Fonsequistão”, relacionadas ao tráfico haviam sido registradas. Após o incidente do fim de semana, o policiamento voltou a ser intensificado junto as comunidades do bairro.

O que a polícia apura é que na madrugada de domingo, supostamente durante a realização de baile funk, teria ocorrido um confronto entre traficantes das facções TCA (Terceiro Comando dos Amigos) e Comando Vermelho (CV) no interior da comunidade, essa última que controlaria a venda de drogas na localidade. Os invasores seriam ligados a fusão entre as facções Terceiro Comando Puro (TCP) e ADA (Amigos dos Amigos). No confronto que se seguiu, três homens foram baleados e deram entrada no Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), sendo que dois morreram. Eles foram identificados como Marlon Ferreira Costa, de 24 anos, e Brenno dos Santos Antunes, de 20 anos. Um outro rapaz, de 20 anos, foi medicado e liberado. De acordo com informes, pelo menos uma das vítimas tinha anotação criminal anterior.

A polícia foi informada que um motorista de aplicativo que passava pelo local foi abordado nas proximidades da entrada da Nova Brasília e obrigado a transportar as vítimas para o Heal. Moradores do entorno da comunidade afirmaram nas redes sociais que se assustaram com o barulho de muitos tiros, sobretudo na Avenida João Brasil e Alameda São Boaventura. Agentes da DHNSG, que registraram a ocorrência, está colhendo depoimentos de testemunhas para esclarecer os fatos e identificar os envolvidos no confronto.

Há três meses, a Tribuna recebeu denúncias de que estaria ocorrendo na localidade um baile funk não autorizado com uma “feirinha de drogas”, com a presença de vários criminosos convidados de outras comunidades do Rio. Carros seriam usados para bloquearem a entrada da comunidade e dificultar a repressão policial. Na ocasião as denúncias foram repassadas para o 12º BPM.

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