Guardas municipais de Niterói fazem protesto por melhores condições de trabalho

Cerca de 100 guardas municipais de Niterói realizam, na manhã de hoje (5), uma manifestação em frente à Estação das Barcas, na Praça Araribóia, Centro de Niterói. Os profissionais de segurança reivindicam melhores condições de trabalho. Os guardas também pedem a saída do coronel Paulo Henrique do comando da Secretaria de Ordem Pública e do inspetor geral da Guarda, Leandro de Vitória Nunes.

A principal bandeira defendida é o pagamento do adicional de insalubridade. Segundo os manifestantes, o pagamento nunca foi feito, mesmo tendo previsão em lei federal e municipal. Existe a possibilidade de paralisação da Guarda Municipal, caso as pautas reivindicadas não sejam atendidas.

Os manifestantes usam camisas pretas, em forma de luto pelo GCM Nascimento, de 41 anos, que morreu por complicações da covid-19. Os guardas afirmam que ele fazia parte do grupo de risco, mas foi colocado para trabalhar no Hospital Municipal Carlos Tortelly, unidade de referência para tratar pacientes com a doença.

O trânsito na Rua da Conceição parcialmente interrompido, ás 11h15m, para o protesto dos guardas, e o fluxo ficou em uma faixa.

Viviam Lima, representante do cadastro de reserva do concursos de 2019 para a Guarda Municipal de Niterói forneceu mais informações sobre o impasse. “Nós somos 219,que passamos nas cinco etapas do concurso. Nesse concurso nós gastamos mais de R$ 3 mil em exames médicos e todas as demandas que o concurso teve. Foi um gasto grande. Teve etapas de investigação social e de exercícios físicos também”.

Ela também afirmou que prefeitura chegou a contratar vigilantes particulares, ao invés de convocar os aprovados do concurso. “”São 219 pessoas aptas a assumir o cargo na Guarda Municipal, sendo que no ano passado a prefeitura contratou vigilantes particulares para os postos que seriam da guarda. Nossa reivindicação é que o prefeito cumpra com a promessa que ele fez, de 1.000 guardas municipais que comporta a cidade de Niterói, chamando o cadastro de reserva”. O presidente do sindicato do guardas municipais, inspetor Aurélio, afirmou que a principal reivindicação da categoria é o pagamento do adicional por insalubridade, além da troca de comando.

“As nossas principais bandeiras são o pagamento de insalubridade, que a gente já tem direito há muito tempo, além da troca de comando, que não aguentamos mais há sete anos de arbitrariedades e irregularidades, como como processo para perseguirem os próprios componentes da Guarda Municipal. A gente só quer trabalhar. Há falta de condições, escala apertada. Ele usa as escalas menores para oprimir. Quando alguém cisma contigo, te trocam de horário, e colocam num horário ruim, como à noite. Tem diversas escalas para oprimir”, relatou.

Em atualização.

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