Guardas de SG denunciam péssimas condições de trabalho

Raquel Morais –

As péssimas condições de trabalho que os Guardas Municipais (GM) enfrentam para trabalhar em São Gonçalo foram denunciadas por uma comissão e, na manhã de ontem, representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Efetivos do município (Sindspef) realizaram uma assembleia. Foram expostos os problemas que a categoria enfrenta e que tanto atrapalham o funcionalismo público. Viaturas sucateadas, uniformes rasgados e instalações de alojamentos deploráveis são alguns dos problemas enfrentados pelos cerca de 300 funcionários que atuam no município.

O encontro aconteceu no Colégio Municipal Presidente Castelo Branco, no Boaçu, e reuniu dezenas de agentes. O advogado do Sindspef, Alexandre Reinol, explicou que toda a estrutura administrava do Executivo está sucateada. “É um problema recorrente, tanto que em 2016 fizemos uma greve que mobilizou toda a cidade e conseguimos reverter os problemas da época. Mas essa sensação de satisfação acabou e hoje o posicionamento da corporação, frente a essas questões, mostra que não temos outras soluções. Os trabalhadores trabalham debaixo de sol e chuva sem nenhum tipo de proteção e equipamentos para minimizar esses problemas, como um protetor solar, por exemplo. A situação está no limite e a prioridade nunca é o servidor”, contou.

A guarda municipal Aline Silva, de 31 anos, faz parte da comissão que está em negociação com o Sindspef e a Prefeitura de São Gonçalo. Ela ressaltou que gastou R$ 220 para mandar fazer uma farda para trabalhar. “Cansei de esperar e a situação chegou em um estágio que eu mandei fazer minha roupa de trabalho. Além da roupa, ainda gastei cerca de R$ 300 com acessórios, como bota e bolsas. A ausência do fardamento gera punição e a prefeitura não me dá esse fardamento”, frisou. Ela ainda contou que a viatura que trabalha está sucateada, com um paralelepípedo para ajudar a segurar o banco nos trilhos, fiação exposta e estofamento rasgado.

O colega de farda, Márcio Everson, de 48 anos, também está na mesma situação. “Só tenho uma farda e eu que comprei. Essa situação é antiga e temos que nos fortalecer enquanto categoria. Temos um ofício de fevereiro desse ano em que elencamos as melhorias. Na 3ª Inspetoria da Guarda Municipal, no Centro, um contêiner está servindo de ‘base’ para esses trabalhadores. O banheiro não tem escoamento de água e os guardas improvisaram um chuveiro na parte de fora do galpão, a céu aberto. “É muito triste o que estamos passando para trabalhar”, completou.

O comando da Guarda Municipal licitou cinco veículos, que chegarão ao município no prazo entre 30 e 60 dias. Com relação ao uniforme, a prefeitura fez uma licitação para compra do material, que está em fase de empenho e algumas peças começarão a ser distribuídas ainda em agosto. Entre o material licitado estão calça, camisas, boné, cinto, coturno e colete.

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