Grupos de capoeira em Niterói resgatam a tradição histórica

Raquel Morais –

Resgatando a história da capoeira no Brasil a cidade de Niterói concentra alguns grupos que praticam a atividade. Datada ainda no século XVI, onde o Brasil era colônia de Portugal, a capoeira agrega adeptos no município, desde os grupos mais tradicionais que estudam a capoeira de Angola, até mesmo os mais modernos, que trabalham com a nomenclatura contemporânea.

Considerada uma arte ou uma luta disfarçada em dança a capoeira trabalha golpes, musicalidade, instrumentos musicais, além de ser uma ótima atividade física para quem a pratica. Em Niterói, no Centro, o grupo União Geral de Capeira (UGC), tem cerca de 30 alunos e foi fundada por Anderson Mesquita, 41 anos, ou contramestre Cabelo, como é popularmente conhecido no meio. “Tenho 31 anos de capoeira e consegui fundar o meu grupo há dois anos. É uma arte linda onde a gente se distrai, brinca, se diverte e aprende uma cultura riquíssima. Considero a capoeira como uma família já que somos muito unidos”, explicou. O contramestre oferece suas aulas gratuitamente todas as segundas, quartas e sextas-feiras, das 19h30min às 21h, no Teatro Popular Oscar Niemeyer, no Caminho Niemeyer, no Centro de Niterói.

Além de liderar o UGC o gonçalense também é um dos representantes do Projeto Vem Somar Mais Eu, que leva a capoeira para outros municípios do Brasil e já tem representatividade em sete lugares: São Bento do Sapucaí, Campos do Jordão, Taubaté, Pindamonhangaba, São Paulo (capital), Niterói e Maricá. “Uma vez por ano, em cada cidade, reunimos todas as associações de capoeira para tentarmos desmistificar a rivalidade que as vezes acontece nessa arte. Dois grupos diferentes podem, e devem, jogar juntos sem agressividade e violência”, completou o contramestre que levará um grupo de Niterói para Taubaté no dia 28 de maio.

Mantendo mais a tradição da origem da capoeira o Grupo Casarão Capoeira Angola, em São Domingos, tem dez anos de fundação e agrega cerca de 50 alunos. As aulas acontecem terças e quintas-feiras de 8h às 10h com Mestre Dois Cruzeiros e segunda e sexta-feira às 19h com os professores Leo Carpinteiro e Gil Negão, e Trenéis Elisa Solinho e Jah Ruan Carlos. O responsável pelo local, Athayde Parreiras de 52 anos, mais conhecido como Mestre Dois Cruzeiros, acompanha a capoeira desde a década de 70. “Continuo aprendendo essa arte a cada dia. Tenho certeza que a capoeira na minha vida é verdadeira pois sinto de dentro para fora esse amor. Aprendi e passo para os alunos muitos valores como respeito aos mais velhos”, exemplificou.

Já o professor Givanildo Francelino, conhecido como professor Gil Negão, 40 anos, manter a tradição e resgatar essa cultura é uma das suas missões de vida. “Procuramos manter as tradições da capoeira antiga através dos mestres mais antigos que participam das rodas e estudos. A capoeira representa tudo na minha vida e ela se guardou e se preservou em meio essa rapidez em que tudo acontece”, sintetizou. O Grupo Casarão Capoeira Angola fica na Rua General Andrade Neves, 186 em São Domingos.

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