Grupo preso na Ponte Rio-Niterói poderia estar a caminho da morte

Augusto Aguiar

“Acho que eles (ou alguns deles) iriam ficar por lá (morreriam) por conta da dívida de R$ 10 mil que estava sendo cobrada. Corriam sério risco indo lá. Acho que a prisão deles acabou sendo benéfica”, afirmou, o titular da 76ª DP (Centro/Niterói), delegado Gláucio Paz, com relação a prisão, na noite de terça-feira (13), de Gabriel da Silva Barbosa, de 23 anos, vulgo Rato ou R-3 (gerente da venda de cocaína de R$ 20), Alexandre Alves de Jesus, 24, o Xã (gerente da venda de maconha de R$ 5), Wander Daniel dos Santos, 25, o Obama (gerente da venda de cocaína de R$ 10), Paulo Vinícius Silvério, 28, o Fortinho (frente e líder de tráfico), e Alex Sandro Domingos dos Santos, 37, o Madalena (contato da facção TCP da Vila Aliança, no Rio).

Por volta das 19 horas, após uma denúncia anônima, agentes da 76ª DP e PMs do 12º Batalhão interceptaram o grupo, acusado de ligação com o tráfico no Morro do Estado, no Centro, quando seguia para encontrar-se com aliados da facção TCP, na comunidade da Vila Aliança, no bairro de Bangu, na Zona Oeste do Rio. “De acordo com trabalho da equipe de investigação, eles estavam indo para a Vila Aliança encontrar-se com um homem conhecido como “Mano Morador”, que havia chamado o grupo para dar explicações sobre o não pagamento de uma dívida de R$ 10 mil referente a a parte que caberia ao tráfico da Vila Aliança da venda de drogas daquela localidade no Morro do Estado. E eles estavam seguindo para a Vila Aliança sem o dinheiro. O contato deles, entre o Morro do Estado e a Vila Aliança era Madalena (Alex Sandro). Acho que a acabou sendo positiva até para eles a prisão, porque acho que seriam mortos pelos aliados de facção, lá no Rio”, explicou Gláucio Paz, acrescentando que o grupo seguia num veículo do Uber, de cor preta.

Também de acordo com o delegado, com a transferência do criminoso conhecido como Anão (Walace de Araújo Torres), apontado como antigo líder do Morro do Estado, do Complexo Penitenciário de Bangu para um presídio federal de segurança máxima, no início do mês de agosto, quem passou a liderar o tráfico na comunidade (de dentro da cadeia) passou a ser o criminoso conhecido como Mun-Há (Márcio Conceição da Silva, preso em 2015), mas a mudança segundo Gláucio Paz, enfraqueceu ainda mais o tráfico na região, que passou a depender de aliados de outras localidades. Junto com Anão, também foi transferido para presídios federais outras lideranças da Região Metropolitana: Wallace Batista Soalheiro, o Pixote, chefe do tráfico no Complexo da Coruja, em São Gonçalo, Luiz Cláudio Gomes, o Pão com Ovo, líder da venda de drogas na Favela Nova Brasília, na Engenhoca, na Zona Norte de Niterói, Ricardo Couto da Silva, o Ricardo Paiol, que controla a venda de drogas em comunidades de Itaboraí e no Morro do Turano, no Rio, e Carlos Vinícius Lírio da Silva, o Cabeça, da Favela do Sabão.

Com a prisão dos cinco acusados, na noite de terça-feira, a venda de drogas no Morro do Estado, que já estava sendo alvo de investigação, decresceu com mais esse duro golpe da polícia.

A 76ª DP informou ainda que dos cinco acusados presos no acesso à Ponte Rio-Niterói, Gabriel (Rato) tinha Mandado de Prisão em aberto, por tráfico e roubo, o mesmo ocorrendo com relação à Alexandre (Xã), e Paulo Vinícius (por roubo).

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