Grupo Angra fará show histórico nessa sexta (1) no Circo Voador

Mundialmente consagrada, a banda brasileira de prog metal Angra, vai tocar sexta-feira (1) no Circo Voador. O show faz parte da turnê que comemora os 20 anos do álbum “Rebirth”.

O álbum Rebirth foi lançado em 2001 e marcou um recomeço na história do Angra, que apresentava uma nova formação aos fãs na entrada do novo milênio. O trabalho conceitual era um reflexo das mudanças recentes e trazia uma aura motivadora e otimista.

Sobre a turnê comemorativa dos 20 anos do álbum que marcou um dos renascimentos do Angra, o guitarrista e membro fundador Rafael Bittencourt comenta que “estou muito feliz em realizar a turnê do Rebirth juntamente com o Fabio Lione, Felipe Andreoli, Marcelo Barbosa e Bruno Valverde. Será muito emblemático retornar e reviver uma época em que a banda estava renascendo, e nesse momento o mundo inteiro está renascendo. Para mim é um resgate de um trabalho que representou muito em minha vida, que revelou o que eu estava sentindo na época. Fora a saudade dos palcos, a saudade de ver o público. Estou muito ansioso para o começo dessa Nova Era!”, conclui.

Antes de lançar o disco recheado de novos clássicos, o Angra sofreu um tremendo golpe em suas estruturas. Já despontando entre os gigantes do rock brasileiro, foi duramente desfalcado com as súbitas saídas de André Matos (1971-2019), Luis Mariutti e Ricardo Confessori, vocalista, baixista e baterista, respectivamente.

O pesquisador Vinicius Albini-Saints lembra que para Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt, guitarristas remanescentes, aquele foi o juízo final para o Angra, e estava na hora de provarem que existia vida após a morte, ou, propriamente dizendo: o renascimento.

À primeira vista, Rebirth trata apenas do renascimento do Angra, mas, indo mais a fundo na compreensão do disco, percebe-se uma narrativa ocorrendo em paralelo ao desenvolver do disco. Em uma interpretação fria, pode-se não compreender a lógica do andamento de alguma narrativa, então, basta-se analisar o disco de seu fim, para seu começo, pois é justamente na faixa “In Excelsis”, instrumental que abre o álbum, que a história alcança seu “ápice”, sua “elevação”, e sua aparente conclusão, comenta Albini-Saints.

Programa do show

01) In Excelsis; 02) Nova Era; 03) Millenium Sun; 04) Acid Rain; 05) Heroes of Sand; 06) Unholy Wars; 07) Rebirth; 08) Judgement Day; 09) Running Alone; 10) Visions Prelude

A banda

Edu Falaschi – vocal; Rafael Bittencourt – guitarra; Kiko Loureiro – guitarra; Felipe Andreoli – baixo; Aquiles Priester – bateria.

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