Greve geral terá menos impacto em Niterói e São Gonçalo

Raquel Morais –

Hoje é o dia da greve geral organizada pela sociedade civil e vários órgãos públicos e privados. Em todo Brasil a paralisação foi amplamente planejada e divide opiniões. Diferente do Rio de Janeiro, em Niterói e São Gonçalo a situação está prevista para ser mais calma. Ônibus, vans, barcas, policiamento e o comércio em geral não vão interromper suas atividades. Mas Correios e bancos confirmaram a adesão. Nos municípios alguns grupos programam caminhadas e panfletagens e seguirão para o Rio, onde o movimento ganhará força.

A greve geral foi uma maneira escolhida de contestar algumas atitudes do atual presidente da República, Michel Temer, como a reforma da previdência e terceirização, além de cobrar mais transparência política e participação do povo nas decisões. “Os trabalhadores estão indignados com a situação do país. É muito importante esse movimento, pois o governo não tem nem 5% de popularidade e ainda assim continua fazendo mudanças na legislação trabalhista. Aposentadoria, terceirização e crise do estado são questões que estão deixando os brasileiros saturados”, comentou Pedro Rosa, um dos coordenadores do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da UFF (Sintuff). O grupo marcou para as 7 horas um ato de protesto em frente ao Hospital Universitário Antonio Pedro (Huap), no Centro, e às 13h terá uma panfletagem na Praça Arariboia. Após a ação, o grupo irá para o Rio de Janeiro e se juntará à marcha na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

O Sindicato dos Bancários de Niterói divulgou uma nota confirmando a adesão de todos os bancários, de bancos públicos e privados. O Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares do Rio de Janeiro (SINTECT-RJ) informou que os trabalhadores de diversas unidades dos Correios aprovaram a greve, que começou ontem. A paralisação das atividades é por tempo indeterminado. As reivindicações são contra a ameaça de privatização, fechamento de agências, falta de segurança, contra as reformas trabalhista e previdenciária. “Nós estamos vivendo grandes ataques. A empresa ameaça retirar direitos históricos da categoria, o governo quer privatizar a ECT e impor reformas que escravizam os trabalhadores. Nós vamos nos unir com todas as outras categorias e movimentos sociais contra essas arbitrariedades e mostrar a força da classe trabalhadora. Vai ter luta, vai ter greve”, afirmou Ronaldo Martins, presidente do sindicato.

TRANSPORTE
O transporte aquaviário irá funcionar normalmente e os rodoviários também vão trabalhar. Porém, no dia 1º de maio, Dia do Trabalhador, a categoria do transporte terrestre fará uma paralisação de 24 horas, em detrimento à greve geral. O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Passageiros de Niterói e Arraial do Cabo (Sintronac) informou em nota que a mobilização deverá envolver cerca de 30 mil profissionais, suspendendo a circulação de todo o transporte coletivo de passageiros nessas cidades.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

10 + quinze =