Greve dos bancos privados e do Brasil acaba após 31 dias de negociações

Em assembleia concorrida dos bancários de Niterói e região, funcionários de bancos privados e do Banco do Brasil aceitaram a proposta dos bancos de encerrarem a greve. Já os funcionários da Caixa Econômica Federal rejeitaram por ampla maioria a proposta e mantiveram a greve em todas as unidades. Com a decisão, bancos privados e Banco do Brasil voltam a funcionar normalmente hoje.

O Sindicato já organiza a continuidade da paralisação nas agências da Caixa nos 16 municípios da região, cerca de 30 unidades. A proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (FENABAN) para bancos públicos e privados na 10ª rodada de negociações trouxe um reajuste salarial de 8% mais abono de 3,5 mil para 2016. No vale-alimentação o reajuste foi maior, 15%, e no vale-refeição e no auxílio creche/babá aumento de 10%. Para 2017, os bancários já garantiram a reposição integral da inflação (INPC/IBGE) mais 1% de aumento real nos salários e em todas as verbas. Após duras negociações, os dias parados também foram todos abonados. O piso salarial do bancário/caixa passa a ser de R$ 2.883,01.

“O Sindicato abrange 16 municípios e atendemos cerca de quatro mil bancários distribuídos em aproximadamente 240 agências. Foi uma campanha salarial dura. Jogamos contra a intransigência dos banqueiros aliada a apoio do atual governo federal. Existe um movimento para enfraquecer os trabalhadores. Isso é prática comum do empresariado. No entanto, a mobilização dos bancários em todo país resultou num acordo com alguns ganhos importantes”, comentou Luís Cláudio Caju, presidente do Sindicato dos Bancários de Niterói e região. Caju ainda explicou que para 2017 já está alinhavado a reposição mais ganho real. “Agora vamos continuar a luta com os funcionários da Caixa. O Sindicato estará em todas as agências auxiliando e dando continuidade na greve. A decisão dos bancários é soberana”, completou.

A greve de 2016 se igualou ao período mais longo de paralisação nacional da categoria ocorrido em 2004 quando houve a primeira campanha nacional unificada entre funcionários de bancos públicos e privados. Foram mais de 13 mil agências bancárias paralisadas em todo país, o que representa 5% do total. A segunda greve mais longa dos bancários foi em 2013, totalizando 24 dias. Em toda história de paralisações, a greve mais longa da categoria foi em 1951, com 69 dias de paralisação.

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