Greve de professores em São Gonçalo sem data para acabar

Raquel Morais –

Na manhã de ontem (13) o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe-SG) realizou uma assembleia e professores e funcionários da rede municipal de São Gonçalo mantiveram a greve. O movimento começou no último dia 3 e conta com 75% de adesão nas escolas do município. A categoria luta contra a defasagem salarial, melhores condições de trabalho e revisão dos benefícios como auxílio-transporte, por exemplo. A Prefeitura informa que está em negociação com o próprio sindicato e com o Ministério Público (MP).

A reunião aconteceu no Colégio Municipal Presidente Castelo Branco, no Boaçu, e o comando de greve juntou dezenas de funcionários, que votaram na continuidade da greve por tempo indeterminado. A questão salarial foi novamente abordada e a diferença entre os salários pagos e os valores reivindicados ganhou destaque no encontro. Os professores em início de carreira estão recebendo R$ 933 enquanto o piso nacional aponta para R$ 1.264,34; os auxiliares de creche recebem R$ 1.028,29 para trabalharem 40 horas semanais, mas o piso estipula R$ 1.436,73 e os inspetores e merendeiras recebem R$ 788 enquanto o no piso conta R$ 954.

“Queremos e precisamos de respeito para trabalhar. Estamos lutando pela educação e essa luta é muito justa”, resumiu Luiz Cláudio de Almeida, um dos suplentes da direção do Sepe-SG.

A pauta da categoria pede uma gestão democrática através da eleição para diretores, reajuste salarial e melhores condições de trabalho. Os cargos de diretores de colégios só acontecem através de indicação e isso teria que ser através de eleição. Ainda segundo Sepe-SG, o último reajuste foi em 2015, em 6,54% para professores e 1,5% para funcionários, mas deveria ter sido em torno de 12%. Na semana passada a categoria realizou uma caminhada pelas ruas de São Gonçalo e protestou nas escadarias da administração municipal. Na ocasião eles foram recebidos pelo secretário de Educação, José Augusto Abreu Nunes, mas a greve não foi encerrada pela falta de interesse na proposta pública.

A Prefeitura de São Gonçalo informou que a Secretaria Municipal de Educação está dialogando com o Sepe e o MP sobre essa questão, que é de grande relevância para o atual governo. Está sendo estudada nova proposta junto ao MP, em função da falta de recursos financeiros, que avassala os municípios em todo o país. A prefeitura esclareceu que vem realizando os pagamentos em dia, inclusive a metade do 13° salário. Ressaltou que está buscando alternativa junto a sua equipe econômica para cumprir o piso nacional. Em reunião com o MP, a administração municipal se dispôs a pagar o piso por abono até que consiga incorporar para toda a classe dos professores.

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