Grande Niterói responde por 7,5% das armas apreendidas em todo Rio

Augusto Aguiar –

Os mais recentes dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) apontaram que, de janeiro a outubro desse ano, policiais responsáveis pelo patrulhamento do território definido como Grande Niterói apreenderam 547 armas dos mais variados tipos e calibres durante o combate à violência. Na totalização, foram apreendidas mais de 7,3 mil armas no estado, sendo 2,4 mil no interior, 2,1 mil na capital, 1,7 mil na Baixada Fluminense, além dos números de Niterói, que representam 7,5% do total.

De janeiro a outubro deste ano, 424 fuzis foram apreendidos, 317 apenas na capital. O número ultrapassa a quantidade do material bélico apreendido durante todo o ano de 2016, de 369 fuzis no total. O Estado do Rio de Janeiro registrou um aumento de 75% no número de fuzis recolhidos pelos policiais com o crime organizado nos primeiros oito meses do ano, em comparação com o ano passado: 347 em 2017 e 198 em 2016. “Tanto a Polícia Militar quanto a Polícia Civil têm trabalhado muito para tirar o fuzil, essa arma de guerra, de circulação. Este ano, criamos a Desarme, que é a delegacia especializada no combate ao tráfico de armas, munições e explosivos e responsável por importantes prisões e apreensões. Além disso, em seu trabalho ostensivo, a Polícia Militar apreende rotineiramente armas, entre elas fuzis e munições. Nossa luta é constante”, disse o secretário de Segurança, Roberto Sá.

Em junho, a Polícia Civil fez a maior apreensão de fuzis da história, no Aeroporto Internacional Tom Jobim, quando 60 armas estavam escondidas em aquecedores para piscinas. Para combater o armamento pesado por criminosos, a secretaria implantou medidas estruturantes como o Grupo Integrado de Operações de Segurança Pública (Giosp), que integra as inteligências da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Civil, da Polícia Militar e da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, sob coordenação da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC). Os relatórios do Giosp, com a finalidade de monitorar a criminalidade violenta no Rio, já permitiram a elucidação de crimes, identificação de criminosos, prisões e apreensões pelas polícias, que são as destinatárias das informações produzidas pelo grupo integrado.

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