Governador da terra do café renúncia para disputa interna com Leite

A renúncia de Eduardo Leite (PSDB) ao governo do Rio Grande do Sul, na semana passada, e sua permanência no PSDB para postular a disputa pela Presidência da República não serviu de impeditivo para que o governador paulista, João Doria (PSDB), também deixasse o cargo, com o mesmo objetivo, na tarde de ontem (31). O anúncio foi feito no 4º Seminário Municipalista, que ocorreu no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo, para uma plateia de 600 prefeitos paulistas e aliados políticos, com Doria reafirmando sua pré-candidatura à presidente, mesmo com Leite no páreo intrapartidário.

No evento, Doria passou o cargo para seu vice Rodrigo Garcia e disse: “cumpri com minha obrigação”.

“É hora de criar uma frente ampla e um time poderoso pelo Brasil e pelos brasileiros. Construir, sim, a melhor via para o país”, disse o, agora, ex-governador.

Foi uma quinta-feira de muitas especulações, sobre a continuidade ou não de Doria no cargo e consequente permanência ou desistência pela disputa da eleição presidencial. A imprensa chegou a noticiar que João Doria havia desistido de concorrer contra Jair Bolsonaro e Lula.

Além das idas e vindas na capital paulistana, o ex-governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), também se movimentou. Com a intenção de ainda concorrer à presidência do país, apesar de ter sido derrotado nas prévias do partido, o político disse que a decisão não pode servir como corrente para a legenda. A disputa foi marcada por posições contrárias e alfinetadas entre os ex-governadores.

Recentemente, Leite negociou uma possível ida ao PSD, legenda presidida pelo ex-prefeito de São Paulo, e atual deputado federal, Gilberto Kassab. Contudo, uma carta de partidários do PSDB em apoio ao gaúcho, fizeram Eduardo Leite permanecer no partido.

Foto: Divulgação

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