Gorjetas passam de 10% para 12% em bares e restaurantes do Rio

Raquel Morais –

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Rio de Janeiro (Abrasel) informou que esses estabelecimentos passaram a cobrar 12% de gorjeta. Se os 10% já geravam polêmica entre os consumidores, agora a novidade entrou para as rodas de bate papo. A alteração da legislação aconteceu em maio, que incorporou esse ‘extra’ no salário dos funcionários, o que requer tributação para os empresários. Apesar do aumento, o valor continua sendo opcional para o cliente e, em Niterói, tem empresário que não cobra mais esse valor na conta.

A incorporação do valor da gorjeta ao salário agora passa pelos descontos previdenciários, até mesmo podendo ser declarada no Imposto de Renda. “A gorjeta continua sendo espontânea, se você não for bem atendido, não tem que pagar. Mas, mesmo com 2% a mais, eles (os garçons) vão continuar a receber menos por causa dos descontos”, explicou o presidente da Abrasel no RJ, Roberto Maciel.

No restaurante Giallo, no Centro de São Gonçalo, o empresário Marcelo Girotto, de 31 anos, adotou uma nova política sobre esse assunto. “Há uns dois meses decidimos mudar. Fica uma opção melhor para o cliente e pensamos que seria mais justo ele mesmo gratificar, ou não, o garçom. O dinheiro é entregue diretamente para o funcionário. Só pode ser pago em espécie”, comentou.

O garçom César Filho, de 19 anos, trabalha há um ano na profissão e confessa ganhar cerca de R$ 900 por mês somente de gorjetas. “O valor que ganho é o mesmo quando eram os 10%. Acho maravilhoso esse dinheiro extra que a categoria ganha. Eu tenho o sonho de abrir o meu bar-restaurante e para conseguir concretizar isso eu junto esse dinheiro a mais todo mês, e gasto apenas o meu salário”, explicou o jovem. “Ser reconhecido pelo trabalho é muito gratificante”, completou.

A enfermeira Vanessa Carvalho, de 31 anos, disse que sempre paga os 10%, mas gostou da possibilidade de remunerar o garçom diretamente. “Achei boa essa proposta pois temos certeza absoluta que esse dinheiro vai para o próprio garçom”, comentou.

O médico Luiz Lait, de 69 anos, disse que nunca se recusou a fazer essa ‘gentileza’. “Todos gostam de ser bem tratados e não me recuso a pagar pelo atendimento”, explicou.

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