Gonçalenses fazem abaixo-assinado cobrando as providências contra violência

Augusto Aguiar –

Que a escalada da violência em todo o Estado virou pesadelo para a população não chega ser mais novidade. Porém, a falta de iniciativas que propiciem um combate direto a essa rotina de crimes já acabou com a paciência do gonçalense. Por isso, desde a última quarta-feira (27), por iniciativa do vereador Sandro Almeida (PSDB), um abaixo-assinado está circulando pelas ruas da cidade, com objetivo de recolher cerca de 10 mil assinaturas cobrando providências das autoridades. “Vamos enviar o abaixo-assinado para o Ministério da Justiça e ao Governo do Estado. A população da cidade não aguenta mais os crescentes índices de criminalidade, como latrocínios (roubo seguido de morte), roubos de carga, de transeuntes, de veículos, entre outros. O gonçalense não aguenta mais. A população precisa se levantar e não esperar pelo pior. O governo do estado precisa nos enxergar”, afirmou o vereador, na manhã desta quinta-feira (28), enquanto recolhia assinaturas no calçadão de Alcântara, local de grande movimentação de transeuntes.

Sandro detalhou que a cidade precisa de uma série de medidas emergenciais para ajudar a conter a triste rotina de violência que ele próprio já presenciou em frente à sua residência e contra seu próprio filho. Uma dessas medidas é ajuda ao batalhão que serve à cidade (7º BPM). De acordo com ele, a unidade tem um efetivo de, no máximo, 900 policiais, sendo que desse total, subtraindo as folgas, licenças, férias e pessoal administrativo, restam, efetivamente patrulhando o município – com 1,2 milhão de habitantes –, cerca de 250 militares.

“São Gonçalo tinha que ter um segundo batalhão por conta de sua população e extensão territorial, e efetivo tinha que ser dobrado. A violência está mais próxima de nós do que imaginamos. O povo de São Gonçalo está desesperançoso. Não podemos ficar de braços cruzados”, relatou.
“São Gonçalo está entregue à própria sorte. Há anos que a violência na cidade só cresce. A impressão que se tem é que nunca vai diminuir”, declarou a dona de casa Joseane Silva, que pegou um dos panfletos distribuídos no calçadão.

Além da coleta de assinaturas, que ontem já havia atingido a marca de três mil adesões, também foram distribuídos panfletos com dicas sobre segurança e as principais medidas emergenciais reivindicadas para o município: aumento do efetivo da PM, reestruturação do programa Delegacia Legal, aquisição de novas viaturas para as policiais Civil e Militar, recuperação das viaturas danificadas que encontram-se paradas no pátio do 7º BPM, melhoria nos equipamentos de segurança da corporação, regularização dos salários, benefícios e gratificações dos profissionais de segurança pública, implantação do Proeis e RAS (incentivos remunerados para o policial trabalhar no dia de sua folga), implantação de programas socioeducativos em comunidades, onde jovens estão em iminente risco e vulnerabilidade social, implantação de medidas socioeducativas e de cursos profissionalizantes dentro de presídios do estado visando a reinclusão social e profissional dos presos.

Vale lembrar que há cerca de um mês o vereador presenciou um confronto entre policiais e criminosos em frente à sua residência, numa tentativa de roubo de veículo, que deixou saldo de dois baleados. Na ocasião, o vereador ajudou a socorrer um policial baleado na ação.

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