GAS deixa de pagar clientes após prisão do ‘Faraó dos Bitcoins’ e põe culpa na Justiça

A GAS Consultoria, acusada de operar o esquema conhecido como pirâmide financeira, suspendeu os pagamentos de rendimentos para seus clientes nesta quinta-feira (16). Os líderes da empresa criada por Glaidson Acácio dos Santos, o “Faraó dos Bitcoins” de Cabo Frio, acusam a justiça pela situação pelo fato da empresa estar com um bloqueio nas contas no valor de R$ 38 bilhões.

A queixa foi relatada em grupo de Facebook e de WhatsApp que contam com a participação de investidores do negócio. A empresa respondeu, em nota divulgada nesta quinta-feira (16), que “sempre honrou integral e pontualmente os contratos com os seus clientes e nunca atrasou um pagamento sequer”, mas que foi “atingida por uma ordem judicial” que impossibilitou a continuidade dos pagamentos. pois o valor retido é “muito superior ao montante global de seus compromissos com seus contratantes”.

Apesar disso, a GAS explica que “possui patrimônio mais do que suficiente para honrar todas as obrigações assumidas”. Além disso, a empresa já pediu judicialmente para que seja feito o desbloqueio de, pelo menos, o “limite necessário para evitar atrasos de pagamentos ajustados”.

Pedido de habeas corpus negado

Preso desde 25 de agosto durante a operação Kryptos, Glaidson chegou a pedir, através de seus advogados, um habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. Mas o desembargador Jesuíno Rissato recusou, ontem (15), o pedido alegando que o dono da GAS realizou movimentações financeiras atípicas que chegariam a bilhões de reais, valores que estariam sendo remetidos ao exterior — uma possível forma de ocultar o patrimônio investigado. Rossato também considerou o potencial risco de fuga dos investigados e a possibilidade de lesão irreversível aos investidores.

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