Gás de cozinha já está mais caro

Wellington Serrano –

Já está em vigor o aumento de 5% anunciado pela Petrobras no preço do GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), o gás de cozinha. O percentual já está sendo repassado às distribuidoras. A nova valoração vale para todos os tipos de GLP: residencial, comercial e industrial, vendido em botijões de 13 a 90 quilos.

A incorporação desse reajuste no valor final para os consumidores ainda não pode ser mensurado. O último reajuste do GLP nas refinarias da Petrobras ocorreu no dia 25 de novembro. Na última semana, a Petrobras elevou também o preço médio do diesel em suas refinarias em 3%. A medida passou a valer no sábado, 21. O último reajuste no diesel, combustível mais comercializado do Brasil, havia sido feito em 4 de dezembro. Por enquanto, o valor da gasolina não foi alterado.

O repasse dos ajustes de preço nas refinarias para o consumidor final nos postos não é imediato e depende de diversos fatores, como impostos, margens de distribuição e revenda, além da e mistura de biocombustíveis.

O impacto para o consumidor deverá girar em torno de 2% a 3%, já que a realização da Petrobras representa 38% do preço, sendo os outros custos distribuídos entre a comercialização e tributos.

Pelo sim pelo não, a comerciante Marilza Silva já se prepara para o aumento que, segundo ela, de acordo com a porcentagem de 5%, deve elevar o botijão para R$ 73,50. “É sempre assim, né? Quando menos se espera aí é que vem a troca do gás com um novo aumento”, lamentou a comerciante.

A dona de casa Ivanilda Silva Gomes, de 63 anos, disse que os depósitos de São Gonçalo já projetam o novo valor em cerca de R$ 80, de acordo com o novo reajuste. “Com essa crise financeira afetando o consumo de gás, o jeito é partir para a energia elétrica e usar o micro-ondas”, disse.

Por conta disso, o administrador de uma distribuidora no bairro de São Lourenço, na Zona Norte de Niteroi, Ronaldo Silva, informou que houve uma redução de 1% no consumo de GLP na comparação entre novembro de 2018 e o mês passado, sendo que somente o consumo do GLP residencial teve uma queda de 1,4%.

Segundo ele, a retração da economia está levando à redução da demanda do GLP residencial. O consumo atual é da ordem de 610 mil toneladas por mês. “Ninguém aguenta esse ritmo de aumento e o consumidor já está saturado de tantos impostos”, realçou.

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