Garis em greve fazem protesto

Funcionários da Companhia de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro (Comlurb) realizara, na tarde de hoje, nova manifestação contra o governo municipal. Os trabalhadores, que exigem reposição salarial, saíram em passeata da sede da companhia até a Prefeitura Municipal, localizada na Avenida Presidente Vargas, bairro da Cidade Nova.

O principal alvo dos manifestantes era o prefeito Eduardo Paes (PSD). Há pouco mais de uma semana, em 28 de março, garis que atuam na capital fluminense entraram em greve. Flagras feitos por cariocas e compartilhados nas redes sociais mostraram o acúmulo de lixo nas ruas da Cidade Maravilhosa.

O sindicato que atende à categoria chegou a afirmar que a greve seria suspensa caso a Comlurb reajustasse salários e o vale alimentação em 10,54%. Contudo, a proposta inicial dos trabalhadores consistia em reajuste de 25% nos vencimentos e no benefício, assim como conclusão do plano de carreira.

A proposta mais recente feita pela Comlurb e rejeitada pelos trabalhadores foi de reajuste salarial progressivo: 6% em março, 2% em agosto e aproximadamente 2% em novembro; reajuste de 3% no vale alimentação, e adicional de insalubridade em 20% e a conclusão do plano, ambos retroativos a janeiro de 2022. Duas audiências de conciliação foram realizadas, mas sem chegar a acordo.

Em nota, a Comlurb afirmou que “mantém o seu plano de contingência em andamento para o atendimento dos serviços essenciais da cidade enquanto durar a greve ilegal dos garis. Os serviços essenciais vêm sendo realizados, como limpeza de feiras livres, escolas e hospitais. A coleta domiciliar tem sofrido atrasos pontuais, principalmente por causa de atos criminosos cometidos por alguns grevistas, como sabotagem de caminhões e ameaças a empregados que desejam trabalhar. Mesmo com as dificuldades enfrentadas por conta de atos criminosos, a coleta domiciliar está cumprindo 100% dos roteiros, sobretudo pelo comprometimento dos profissionais que entendem a importância de manter o atendimento à população.

O plano de contingência envolve a mudança no ponto de saída dos caminhões e dos garis, a otimização dos roteiros de coleta, o uso de escolta para proteger os trabalhadores e o patrimônio público com o apoio da Guarda Municipal (GM) e Polícia Militar (PM), e a contratação de mão de obra temporária terceirizada.

A Comlurb solicita à população que coloque os sacos de lixo para coleta apenas nos dias  de recolhimento de cada rua. Se os dias do serviço são às segundas, quartas e sextas, os resíduos devem ser dispostos apenas nesses dias. O mesmo vale para quem tem a coleta na porta de casa às terças, quintas e sábados. Oferecer os resíduos fora do dia de entrega aos caminhões contribui para o acúmulo de lixo em via pública, deixando a sensação de que o serviço não está sendo feito.

A Companhia pede também para que os moradores deixem para se desfazer de entulhos e bens inservíveis somente quando o serviço de remoção gratuita via 1746 voltar a funcionar normalmente. Lembrando que a Companhia está priorizando os serviços essenciais neste período.”

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