Gargalos da saúde em Niterói

Num percurso com menos de um quilômetro de extensão, de oeste e para leste, e menos de 300 metros do sul para o norte, estão operando no mais complexo ponto de circulação viária da cidade sete de 10 unidades médico-hospitalares ali implantadas e cujo acesso deveria ser rápido, mas é difícil até para ambulâncias com sirenes acionadas em alto nível. A concentração do atendimento médico-hospitalar começou com a implantação do então Hospital Municipal Antonio Pedro, na década de 1950, na então Rua Marquês do Paraná, dotada de pista simples e de baixa utilização desde a sua abertura nos tempos coloniais. Depois vieram outras unidades e finalmente na atual década surgiram grandes instituições, como os Hospitais Carlos Tortely, Icaraí e HCN, estes dois em fase de expansão.

Depois do Hospital Antonio Pedro surgiram nas imediações a Asperj, com o Posto do Samdu no térreo. Ao lado deste chegou-se a iniciar a construção do sonhado “Hospital do Câncer”, iniciativa comunitária não levada à frente após a morte do seu idealizador. Na Praça da República funcionava a Associação Médica Fluminense, hoje um núcleo do HCN-pediatria.

Mas o pioneirismo coube ao Hospital Santa Cruz (1920), situado no Morro do Arroz, a partir da Rua Dr. Celestino. Na Avenida Marquês do Paraná, duplicada em 1976 e que afetou a calçada do Hospital Antonio Pedro, na mesma rua, o médico Carlos Raposo da Silva construiu a nova sede da sua clínica, que se tornou no Hospital Santa Mônica. O prédio foi adquirido e implodido pelo Estado, que ali iniciou a construção de uma unidade do Rio Imagem, obra anunciada pelo então governador Sérgio Cabral e que não saiu do papel, apesar dos gastos elevados.

A ocupação da região para atividades de Saúde prosseguiu: a Amil adquiriu e concluiu o prédio do ‘Hospital do Coração’, na Rua La Salle, criando o seu próprio hospital, logo ampliado, inclusive passando a contar com uma nova unidade no terreno da Rua Dr. Celestino, que pertencia a União dos Escoteiros do Brasil. Ainda na direção do já saudoso Edson Godoy Bueno, adquiriu o prédio da Imprensa Oficial do Estado e a sua empresa está finalizando a obra de novo edifício para a ampliação do CHN.

Antes desta fase, porém, foi implantado o SUS e, com ele, o Centro Previdenciário, que passou a abrigar, ali no Bairro de Fátima, o Hospital Municipal Carlos Tortelly Costa.

Tal a importância da região para a área da Saúde, em frente ao Huap há a farmácia da UFF. Ao lado do hospital, na Rua Atahyde Parreiras, para expandir o seu Centro Biomédico, a Reitoria da Universidade iniciou em 2012 a construção de um prédio de 15 andares para abrigar a Faculdade de Medicina, obra iniciada na gestão do Reitor Roberto Salles e paralisada em 2014, à espera de recurso federal para ser concluída.

*Na imagem 1- Niterói Shopping – (Inúmeros laboratórios e consultórios) 2- Hospital Santa Cruz 3- Escola de Enfermagem da UFF 4- CHN PEDIATRIA 5- ASPERJ 6- CHN 7 -E difício Comercial – (Inúmeros laboratórios econsultórios) 8 – CHN – Maternidade 9 – CHN novo 10 – Hospital Carlos Tortelly 11 – Hospital Antônio Pedro 12 – Hospital Icaraí 13 – Expansão Hospital Icaraí 14 – Local do Rio Imagem 15 – InterNeuro 16 – Nova Faculdade deMedicina da UFF

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