Gabinete de Intervenção Federal entrega 700 armas para PM e Seap

O Gabinete de Intervenção Federal doou ontem 200 carabinas calibre 12 para a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e 500 fuzis calibre 5.56 para a Polícia Militar, em cerimônia no Comando Militar do Leste. A doação é parte do Plano Estratégico da Intervenção. Só o armamento destinado para a Seap representa um investimento de mais de R$ 770 mil.

Para o governador Luiz Fernando Pezão, a entrega das armas é mais um passo para o fortalecimento da segurança pública do estado. Também com o intuito de consolidar o trabalho das polícias, desde o início do ano, o Governo do Estado já investiu R$ 61,6 milhões do Tesouro Estadual na compra de 750 viaturas novas. Outros R$ 93 milhões foram usados para a recuperação e manutenção contínua de toda a frota da Polícia Militar.

“Esse é mais um dos frutos que a gente colhe em todo o estado do Rio de Janeiro com essa parceria. Não tenho dúvida de que, ao final desse processo, a realidade da segurança pública será outra. Essa parceria era o desejo de todos nós da área, porque o Rio é cercado de rodovias federais e o trabalho de integração feito pelas forças de segurança era a forma mais eficiente de lutar contra a criminalidade. Eu acredito que se não tiver uma parceria a nível nacional, com os prefeitos, com as cidades, para fazer essa integração, não vai haver um combate eficiente da criminalidade”, disse.

O Fundo Estadual de Investimento e Ações de Segurança Pública (Fised), criado no fim de 2017 pelo Governo do Estado, é outra iniciativa que está auxiliando o trabalho das forças de segurança. O Fised tem como objetivo principal o apoio a programas e projetos na área, de prevenção à violência e desenvolvimento social. De acordo com o governador, só este ano, o fundo deve arrecadar mais de R$ 400 milhões oriundos de royalties da exploração do petróleo e gás em áreas do pré-sal.
A aquisição do armamento, de acordo com o interventor federal, general Braga Netto, se alinha ao plano de recuperar a capacidade operacional dos órgãos de segurança pública. Apesar dos ganhos materiais, Braga Netto acredita que a principal experiência da intervenção foi a integração entre as forças.

“Ao chegarmos à etapa final, a nossa intervenção caminha para deixar um importante legado para a segurança. O maior legado é o espírito de cooperação e parceria entre as secretarias intervencionadas, a confiabilidade recíproca, a integração entre as inteligências, a recuperação da autoestima das forças policiais, do respeito e do reconhecimento por parte da população fluminense”, defendeu o interventor.

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